8 September, 2008

Brandstreaming: o que é e para que serve?

Como uma companhia se posiciona no mercado quando já não é mais a responsável pela própria comunicação? Existe uma nova tendência que adquire cada vez mais importância nas estratégias de marketing de empresas no mundo inteiro: o Brandstreaming

Com o crescente protagonismo dos meios sociais nos hábitos de consumo de informação e entretenimento, o grande desafio é criar um fluxo de marca, gerar um movimento constante de conteúdo ao redor de uma marca ou empresa que pode incluir – entre outras ferramentas - blogs, podcasts, vídeos, comunicados de imprensa sociais, fotos da companhia no Flickr, etc.

Porém, o Brandstreaming é mais que isso: compartilha e comunica as idéias da companhia, seus valores, objetivos, ou seja, define a companhia – ao mesmo tempo em que comunica a marca e interage com o consumidor.

Mas, porque o brandstreaming é tão importante para as empresas? Porque segundo uma pesquisa realizada pela Universal McCann, o consumo de conteúdo fora das páginas web aumentou 153% nos últimos nove meses. Além do mais, o informe diz que 53% dos usuários de Internet consomem conteúdo editorial sem entrar na página web do emissor – através de widgets, leitores de RSS, redes sociais e celulares.

Se bem há cada vez mais empresas utilizando blogs e outras tecnologias mencionadas anteriormente para se comunicar com seu público, a maioria continua ignorando o potencial dos novos meios Lifestream, uma nova tendência na web 2.0 e que nos permite manter um registro das atividades diárias de um usuário na rede. Algumas dessas aplicações mais populares são Friendfeed, Tumblr, Onaswarm, Lifestrea.ms, Soup e Jaiku.

Devemos pensar nos meios Lifestream como uma espécie de diário digital. Quando as pessoas se subscrevem à informação nos seus sites preferidos, seja sobre música, política ou perfume, o resultado final é um caudal de informação sobre suas idéias, crenças, gostos e interesses, que define quem elas são.

Com a enorme variedade de ferramentas disponíveis hoje na Internet, as empresas devem concentrar esforços para encontrar formatos novos e inovadores para chegar até a audiência, fornecendo conteúdo relevante e que seja de valor para o consumidor, através dos meios que eles já utilizam para consumir essa informação. Nesse gráfico, podemos ver alguns dos mais conhecidos, divididos em categorias:

23 August, 2008

“Partindo da angústia se geram as mudanças”

Ontem eu e a Alejandra assistimos a conferencia do Leonardo Boff em Buenos Aires, convidado pela Fundação Avina. Estávamos entusiasmadas por escutar a este pensador brasileiro, comprometido com os valores do desenvolvimento sustentável. Mas nós não éramos as únicas. A sala estava repleta e tivemos que passar para outro auditório, o maior do Centro Cultural Borges. O ex-sacerdote franciscano (com sua barba branca e bengala), demonstrou seu sentido de humor quando brincou pelo resultado do jogo das Olimpíadas Brasil- Argentina. Durante os 40 minutos restantes, compartilhou generosamente sua visão da humanidade.

Para Boff, a atual crise e o futuro do planeta podem explicar-se apelando a explicações filosóficas, mas também biológicas. Citou, como um de seus referentes, o biólogo James Lovelock, autor do famoso livro Gaia (1979), quem recentemente declarou: “Se nós, seres humanos, não iniciamos uma mudança radical antes de 2020, vamos em direção à desolação e à tribulação”.

Em sintonia, Boff insistiu na urgência de uma mudança na forma em que nós nos relacionamos com a natureza. “Minha função é angustiar vocês, porque partindo da angustia se geram as mudanças”, disse, sem deixar de lado as palavras esperançosas. “Estas dores são dores de um novo parto, a Terra e a humanidade vão a superar isto porque o instinto da vida é mais forte que o da morte”.

Boff também falou de um tema central da sua obra que é o cuidado com a essência do ser humano. O cuidado da vida, das palavras que escolhemos para nos comunicar, cuidado de não ser agressivos, de não causar dano. Deste cuidado surge um modo de vida sustentável, uma cultura ecológica que deve permear toda a vida humana; uma ética da convivência, onde prevalece uma razão utilitarista.

Durante sua apresentação, mostrou um vídeo sobre a Carta da Terra, compromisso que espera seja adotado pela ONU sob as mesmas condições que a Declaração dos Direitos Humanos.

5 May, 2008

A globalização dos desastres naturais

ciclone em santa catarina

 

Todos nós estamos acompanhando mais uma tragédia que acontece na Ásia em função de desastres naturais. Estima-se que sejam mais de 10.000 as vítimas fatais desta vez. Antes diziam que era pelo período do ano. Agora, é todo o ano, qualquer estação, qualquer mês.

 

Mas a foto acima não é um dos retratos desta tragédia.

Porto Alegre

O sul do Brasil também sofreu com um forte ciclone nos últimos dias (Na foto ao lado, Porto Alegre). Certamente não há comparação entre as duas tragédias em termos de destruição e vítimas fatais, mas isso não nos impede de bater, mais uma vez, naquela tecla: até quando o homem vai atingir a natureza de tal maneira que desastres como esses aconteçam, praticamente sem que possam ser previstos?

 

 

 

No final do mês de abril o estado do Rio de Janeiro também sofreu com ondas de mais de 2m, ressacas violentas que arrancaram as portas de embarcações no percurso Rio-Niterói, e, pasmem, ondas de 2m na praia de Icaraí, que é uma praia de Baía.

Copacabana

 

 

Nessa foto, a praia de Copacabana, com a estátua de Drummond. A areia não aparece.

 

 

 

 

 

As mudanças ocorrem por todo o mundo. Em alguns lugares, a intensidade é muito maior, não há dúvidas. Mas vamos esperar que todos cheguem ao nível de desastre, com milhares de vítimas? Ou vamos fazer algo -urgentemente!- para mudar isso?

 

14 April, 2008

Salvar o planeta: uma super diversão!

Talvez o mais difícil na luta para ajudar o meio ambiente seja mudar nossas atitudes cotidianas, como por exemplo andar mais a pé, dar prioridade a produtos produzidos de forma justa etc.

Mas fica ainda mais difícil quando percebemos que praticamente todas as nossas ações estão contribuindo para desgastar ainda mais o meio ambiente, entre elas nossos momentos de diversão. Isso mesmo, aquela saidinha inocente com amigos, pra dançar a noite toda e liberar os estresses da semana, também pode ser um risco para o planeta.

A boa notícia é que cientistas holandeses estão desenvolvendo uma forma sustentável de ir pra night ou pra balada: nosso próprio corpo, ao dançar, produz a energia necessária para alimentar as luzes e o som da boate. O máximo, não? Literalmente, diversão sem culpas!

Balada Sustentável

Info e imagem: Planeta Sustentável

25 March, 2008

Os males do aquecimento global

17 March, 2008

Refugiados da nova era

Todos nós escutamos histórias de refugiados, o mais comum é que sejam refugiados de guerras e perseguições políticas. Mas, atualmente, um novo “tipo” de refugiado preocupa e chama a atenção do mundo: o refugiado climático.

Os refugiados climáticos são aqueles que têm que deixar seu lugar por causa das mudanças ambientais, especialmente resultado da mudança climática que vivemos com o aquecimento global.

 A questão já preocupa os países da União Européia, que se reuniram no dia 13 de março para discutir esse tema e alertam para o aumento substancial da pressão migratória como resultado das mudanças climáticas.

 

Nesse vídeo, as 500 focas representam os 500 milhões de futuros refugiados climáticos no mundo.

 

Casos reais:

  • Tuvalu, uma pequena ilha nação no Pacífico, já foi evacuada. Em 2002, os 11 mil habitantes começam a arrumar as malas e partir rumo à Nova Zelândia, que vai acolher todos os migrantes. Isso porque durante o século XX, o nível do mar subiu entre 20 e 30 centímetros. O estrago é tremendo: a água salgada inundou áreas baixas, contaminou reservas de água potável, comprometeu a agricultura e, com sua força, causou a erosão da costa das nove ilhas do pequeno arquipélago.

·        Já as Ilhas Maldivas, um arquipélago de 311 mil habitantes, espalhados por 1.100 ilhas com até 2 metros de altitude, também vive em situação de risco. Em 1987, o então presidente da ilha, Maumoon Gayoom, foi à tribuna da Assembléia Geral da ONU dizer que vivia em “uma nação em perigo”. Três anos mais tarde, era criada a Aliança de Pequenas Ilhas-Nações para defender os interesses de países vulneráveis às alterações climáticas.

 

Casos que já estão por vir:

  • Segundo avaliação do Banco Mundial feita em 2000, com um metro a mais, o mar arruinaria metade dos arrozais de Bangladesh.
  • Isso também poria em risco o cultivo de arroz em diversas regiões da Índia, Tailândia, Indonésia, China e Vietnã.

 

Enquanto alguns países se preocupam em perder seus balneários, para outros, é bem mais complicado: a perda do espaço territorial, da nação, de sua vida.

Os especialistas estimam que, até 2050, vão ser entre 500 milhões e 1 bilhão os refugiados climáticos. Quem os receberá? No mundo atual tão hostil à imigração, para onde irão todas estas vítimas?

Saiba mais:

Ambiente em foco

Greenpeace

Salve o Planeta

25 January, 2008

YouTube Ecológico

Em agosto de 2007 foi lançada no Brasil uma espécie de versão ecológica do YouTube. ECO1 - Natureza em vídeo - conta com vídeos relacionados com o aquecimento global e a preservação da natureza, entre outros.

Além do conteúdo produzido pela SofTV com a colaboração da Universidade Bandeirantes , os usuários podem enviar seu próprio material que tenha a natureza como protagonista: rios, vegetação, oceanos, animais e pássaros, ou qualquer outro tema relacionado com o meio ambiente.

O público objetivo do portal são os professores e alunos da rede pública do país.

Fonte:  Istoé

 

23 January, 2008

YouEmbedTube

You Embed Tube permite agrupar vídeos de YouTube de acordo a TAGs
Aqui uma seleção de Vídeo de Natura Cosméticos.

22 January, 2008

Cuidemos dos bosques: vejamos as árvores.

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By Ernesto van Peborgh

Sempre tive uma fascinação pelas árvores. Quando eu era garoto vivia fazendo cumes e saltando entre seus galhos. Desde a minha primeira “casinha”, improvisada com uma tábua e dois pregos, pude criar inúmeros mundos mágicos: navegar pelos mares da Malásia, infectado de piratas, ou defender as muralhas de um forte da Legião estrangeira no meio de um deserto. Foram Carvalhos, Eucaliptos ou Pinheiros. Quando os meus pés saíam do chão, a minha mente entrava em seu mundo e no da fantasia.

Os mundos mágicos que a minha imaginação podia criar não estavam tão longe da realidade, já que cada árvore representa um pequeno mundo em si mesmo, um ecossistema que dá vida e enriquece a terra.

Ela representa um claro exemplo do que significa ser sustentável: utiliza o sol como fonte de energia para criar nutrientes e dar refugio a um submundo onde convivem centos de diferentes espécies de animais, pássaros e microorganismos. Produz oxigênio, processa CO2, filtra a água e previne a erosão.

Nada se perde, tudo se aproveita para gerar e manter a vida. Não existem desperdícios, não existem resíduos. Sobre sua sombra e de seus frutos nasce um sotobosque que dá continuidade ao ciclo da vida de outras espécies e da sua própria.

Há pouco tempo, na Argentina, graças a uma convocatória do Greenpeace, conseguiu-se juntar quase um milhão e meio de assinaturas, as quais finalmente centraram o objetivo das autoridades na Lei de Bosques.

Mais de um milhão e meio de pessoas se conscientizaram da depredação que estávamos realizando em nossas árvores nativas: na Argentina eram devastados cerca de 300.000 hectares de bosques nativos por ano. Essas cifras estão alinhadas com um processo que ocorre a nível mundial: 80% dos bosques nativos do mundo já foram cortados e nesse momento apenas na Amazônia estão sendo cortadas 2.000 árvores por minuto.

Parece que cumprir com o legado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro já não é suficiente. Conservar uma árvore talvez tenha se transformado na ação mais importante para que esse filho que temos, ou teremos, não apenas possa criar “seus” mundos mágicos, mas que também posso desfrutar desse mágico mundo.

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21 January, 2008

Perdidos em tudo*

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By Santiago Craig

Dizem que tudo está na Internet.

Na verdade não, não está tudo aí. Eu, pelo menos, não pude encontrar o cheiro de pimenta nem o sabor ácido dos morangos no Google. Mas com certeza aí existem muitas, mas muitas coisas.

Nunca na história da humanidade tantos homens tiveram tanta informação a sua disposição.

É quase um lugar comum dizer, mas isso tem suas vantagens e seus problemas. Uma vantagem, claro, porque é uma ferramenta essencial para a circulação do conhecimento, para o intercambio, e para o início de uma nova forma de inteligência: a inteligência coletiva. Um problema porque enfrenta nossa ética, nossa vontade e inclusive a nossa paciência a novos dilemas.

Eu não farei referência aos conteúdos violentos ou pornográficos, nem às instruções para armar uma bomba caseira, nem aos usos criminais da web. Tudo isso esta dentro do jogo democrático e é um tema para um debate mais amplo. Falarei de algo um pouco mais simples, mas não por isso pouco importante: o final dos filmes.

Há uns dias no jornal argentino Pagina 12 saiu uma reportagem que comentava como um garoto havia “limpado” o ruído da última cena do filme “Encontros e desencontros” deixando descoberto o que o protagonista Bill Murray dizia no ouvido de sua companheira feminina, Scarlett Johansson. Agora todos podem saber essa linha final que a diretora do filme havia decidido deixar (muito poeticamente) livre para a imaginação do público.

Sem importar se estou ou não de acordo com o “descobrimento” o certo é que, como dizia antes, a Internet nos coloca frente a novos desafios, que nos obrigam a pensar sobre nossa condição: Que coisas queremos saber e que coisas preferimos deixar do lado do mistério?; O que mostramos e o que ocultamos em nosso blogs, nesse espaço público universal que é a rede?; Que sentido damos a nossas buscas, por que escolhemos ver ou não ver o que já está fatalmente aí, ao nosso alcance?; Do uso racional e subjetivo da Internet podemos derivar uma aprendizagem moral, uma formação na eleição e na convivência de saberes, opiniões e eleições diferentes?

* Originalmente o filme se chama “Lost in translation”, que para o espanhol foi traduzido a “Perdidos em Tóquio”, o que explica a referência do título.

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