Monday 17 March, 2008...7:11 am

Refugiados da nova era

Todos nós escutamos histórias de refugiados, o mais comum é que sejam refugiados de guerras e perseguições políticas. Mas, atualmente, um novo “tipo” de refugiado preocupa e chama a atenção do mundo: o refugiado climático.

Os refugiados climáticos são aqueles que têm que deixar seu lugar por causa das mudanças ambientais, especialmente resultado da mudança climática que vivemos com o aquecimento global.

 A questão já preocupa os países da União Européia, que se reuniram no dia 13 de março para discutir esse tema e alertam para o aumento substancial da pressão migratória como resultado das mudanças climáticas.

 

Nesse vídeo, as 500 focas representam os 500 milhões de futuros refugiados climáticos no mundo.

 

Casos reais:

  • Tuvalu, uma pequena ilha nação no Pacífico, já foi evacuada. Em 2002, os 11 mil habitantes começam a arrumar as malas e partir rumo à Nova Zelândia, que vai acolher todos os migrantes. Isso porque durante o século XX, o nível do mar subiu entre 20 e 30 centímetros. O estrago é tremendo: a água salgada inundou áreas baixas, contaminou reservas de água potável, comprometeu a agricultura e, com sua força, causou a erosão da costa das nove ilhas do pequeno arquipélago.

·        Já as Ilhas Maldivas, um arquipélago de 311 mil habitantes, espalhados por 1.100 ilhas com até 2 metros de altitude, também vive em situação de risco. Em 1987, o então presidente da ilha, Maumoon Gayoom, foi à tribuna da Assembléia Geral da ONU dizer que vivia em “uma nação em perigo”. Três anos mais tarde, era criada a Aliança de Pequenas Ilhas-Nações para defender os interesses de países vulneráveis às alterações climáticas.

 

Casos que já estão por vir:

  • Segundo avaliação do Banco Mundial feita em 2000, com um metro a mais, o mar arruinaria metade dos arrozais de Bangladesh.
  • Isso também poria em risco o cultivo de arroz em diversas regiões da Índia, Tailândia, Indonésia, China e Vietnã.

 

Enquanto alguns países se preocupam em perder seus balneários, para outros, é bem mais complicado: a perda do espaço territorial, da nação, de sua vida.

Os especialistas estimam que, até 2050, vão ser entre 500 milhões e 1 bilhão os refugiados climáticos. Quem os receberá? No mundo atual tão hostil à imigração, para onde irão todas estas vítimas?

Saiba mais:

Ambiente em foco

Greenpeace

Salve o Planeta

Seu comentário