A educação formal atravessa atualmente uma crise inédita, que encerra em si duros questionamentos e processos de mudança radicais e em constante progresso.
O método educativo tradicional – um professor descreve conteúdo a um grupo de estudantes, e para avaliar a compreensão destes diante da matéria, propõe uma tarefa que cada qual resolve por si – está sendo questionado, e tido como anacrônico e desarticulado em relação aos interesses e habilidades dos estudantes atuais, e os requerimentos de um entorno altamente complexo e mutável.
Muitos educadores estão desatualizados e impedidos de capacitar-se nas TIC (Tecnologias da informação e comunicação) devido à dedicação horária exigida pela antiga dinâmica de ensino e aprendizagem. Por sua vez, os alunos perdem desempenho em tais ambientes que, diferentemente dos locais extra classe, não incentivam suas habilidades produtivas, participativas, colaborativas e criativas.
Alé disso, como afirma Nicholas Carr em seu artigo The Crisis un the Higher Education, publicado pela MIT Technology Review, os custos do ensino tradicional já não podem ser arcados por entidades privadas ou estados: nos EUA, o preço médio de uma carreira universitária é de 100.000 dólares e torna as famílias endividadas, refletindo negativamente na economia do país. Isso faz com que o índice de abandono acadêmico sejam elevados, sobretudo na universidade pública, com os custos econômicos e sociais que isso implica. Ao mesmotempo, muitos graduados se queixam da ineficiência da universidade para promover o desenvolvimento do pensamento crítico.
Nesse contexto, e como uma alternativa para reforçar a qualidade e a produtividade de docentes e estudantes dentro e fora do campus, as principais universidades dos EUA, incluindo MIT, Harvard, Stanford y Princeton, passaram a oferecer cursos abertos massivos online, os MOOC. Tais cursos aproveitam p potencial de redes sociais para:
- Tornar o ensino acessível e oferecer recursos educativos abertos para legiões de estudantes que de outra maneira não teriam acesso a eles, por impedimentos geográficos ou econômicos
- Estabelecer para cada estudante, conteúdos e tarefas segmentados em função de seus interesses, habilidades e sua forma individual de aprender.
- Inverter o modelo tradicional de ensino, no qual estudantes vão à classe para ouvir a aula, e logo completam as tarefas por conta própria. Nos MOOC’s, os estudantes ouvem as aulas, revisam o material explicativo sozinhos, e logo se reúnem nas salas para estudar o tema com maior profundidade através de discussões com os professores (flipping classroom) e;
- Aprofundar o processo de aprendizado coletivo, comunidades de pesquisa, pesquisas e processos de educação permanente.
Mais de um milhão de pessoas estão matriculadas nestes cursos, que se utilizam de plataformas interativas de última geração, como Coursera, Udacity e EdX,. Os MOOC’s estão se convertendo em uma alternativa para aplacar a crise da educação universitária tradicional e também se tornando uma nova ferramenta de capacitação em organizações empresariais do terceiro setor.












