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O potencial das redes para atualizar processos de ensino e aprendizagem

A educação formal atravessa atualmente uma crise inédita, que encerra em si duros questionamentos e processos de mudança radicais e em constante progresso.

O método educativo tradicional – um professor descreve conteúdo a um grupo de estudantes, e para avaliar a compreensão destes diante da matéria, propõe uma tarefa que cada qual resolve por si – está sendo questionado, e tido como anacrônico e desarticulado em relação aos interesses e habilidades dos estudantes atuais, e os requerimentos de um entorno altamente complexo e mutável.

Muitos educadores estão desatualizados e impedidos de capacitar-se nas TIC (Tecnologias da informação e comunicação) devido à dedicação horária exigida pela antiga dinâmica de ensino e aprendizagem. Por sua vez, os alunos perdem desempenho em tais ambientes que, diferentemente dos locais extra classe, não incentivam suas habilidades produtivas, participativas, colaborativas e criativas.

Alé disso, como afirma Nicholas Carr  em seu artigo The Crisis un the Higher Education, publicado pela MIT Technology Review, os custos do ensino tradicional já não podem ser arcados por entidades privadas ou estados: nos EUA, o preço médio de uma carreira universitária é de 100.000 dólares e torna as famílias endividadas, refletindo negativamente na economia do país. Isso faz com que o índice de abandono acadêmico  sejam elevados, sobretudo na universidade pública, com os custos econômicos e sociais que isso implica. Ao mesmotempo, muitos graduados se queixam da ineficiência da universidade para promover o desenvolvimento do pensamento crítico.

Nesse contexto, e como uma alternativa para reforçar a qualidade e a produtividade de docentes e estudantes dentro e fora do campus, as principais universidades dos EUA, incluindo MITHarvardStanford Princeton, passaram a oferecer cursos abertos massivos online, os MOOC. Tais cursos aproveitam p potencial de redes sociais para:

  • Tornar o ensino acessível e oferecer recursos educativos abertos para legiões de estudantes que de outra maneira não teriam acesso a eles, por impedimentos geográficos ou econômicos
  • Estabelecer para cada estudante, conteúdos e tarefas segmentados em função de seus interesses, habilidades e sua forma individual de aprender.
  • Inverter o modelo tradicional de ensino, no qual estudantes vão à classe para ouvir a aula, e logo completam as tarefas por conta própria. Nos MOOC’s, os estudantes ouvem as aulas, revisam o material explicativo sozinhos, e logo se reúnem nas salas para estudar o tema com maior profundidade através de discussões com os professores (flipping classroom) e;
  • Aprofundar o processo de aprendizado coletivo, comunidades de pesquisa, pesquisas e processos de educação permanente.

Mais de um milhão de pessoas estão matriculadas nestes cursos, que se utilizam de plataformas interativas de última geração,  como CourseraUdacity e EdX,. Os MOOC’s estão se convertendo em uma alternativa para aplacar a crise da educação universitária tradicional e também se tornando uma nova ferramenta de capacitação em organizações empresariais do terceiro setor.

 

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Um diálogo possível entre Zygmunt Bauman e Ernesto van Peborgh acerca de nosso futuro

 

Muito se tem escrito sobre processos semelhantes e que ocorrem em diferentes partes do mundo, sem que às vezes as conexões sejam muito evidentes. Processos que, ao se expandirem bastante, conduzem a uma mudança de paradigma.

Nisso, nas conexões, nos processos que se dão simultaneamente e na mudança de paradigma que está sendo gerada, pensei quando li a entrevista feita por Lanata a Zygmunt Bauman, publicada pela revista do jornal “La Nación”

.Porque é impactante como “ Redes, o despertar da consciência planetária”, o mais recente livro de Ernesto van Peborgh – ainda não publicado – e o artigo de Bauman dialogam, coincidem e se complementam.

A entrevista faz parte do programa de TV e livro “26 pessoas para salvar o mundo” lá Bauman rapidamente deixa claro que não faz ideia de como salvar o mundo, mas afirma a necessidade de ações coletivas, devido às quais devemos ser conscientes da interdependência. Interdependência que se faz evidente, por exemplo, quando ocorre um desastre em algum país, algo que sempre afeta todo o mundo. É por isso que devemos ter em conta a repercussão em outras nações de qualquer coisa que façamos em nossos países.

Bauman diz que há uma brecha entre o poder e as políticas. “O poder é a habilidade para fazer coisas. A política é a habilidade para decidir que coisas devemos fazer” e nos transmite a ideia de que há um governo mundial, e de que não existem governos locais, uma vez que tudo está conectado. Mas não possuímos nenhuma ferramenta para poder levar à diante decisões globais vinculantes. E este é, segundo Bauman, o grande problema. “a discrepância entre a enormidade das tarefas e a escassez, a pobreza de instrumentos para a ação”. Também menciona como grande preocupação a sustentabilidade do planeta Terra. “Enfrentamos uma verdadeira evolução em nossa forma de viver, mas estamos condenados a perecer se fracassarmos. Temos a opção nos juntar, de nos sentar ao redor da mesa e tentar encontrar soluções aceitáveis para todos”.

 Ernesto, em seu livro, afirma que existe essa “ferramenta para poder levar adiante decisões globais vinculantes” que Bauman pede, esse “instrumento para a ação” e também “a mesa” ao redor da qual nos sentarmos para encontrar soluções. Porque a web, afirma van Peborgh “é uma plataforma extraordinária para desenvolver uma miríade de mentes interconectadas e produzir as ferramentas cognitivas cujo resultado será uma nova consciência”. E na web estão os KPR (Knowledge poll resources), que Ernesto explica detalhadamente em seu livro, mas que podem ser definidos brevemente como “sistemas autogeridos de pessoas que estão vinculadas a partir de interesses comuns para encontrar soluções”.

Bauman se anima a fazer uma previsão e um pedido, vocês “desenvolveram sua vida na tentativa de fechar a brecha entre o poder e as políticas. Deverão elevar seus meios para ação ao nível das tarefas que serão enfrentadas. E esta é uma questão de vida ou morte. Ou conseguimos, ou afundaremos todos no mesmo barco. Todos nós. Ou navegamos todos juntos, ou afundamos todos juntos. É isso que ocorrerá”

Van Peborgh parece responder “estou convencido de que devemos franquear essa transição, este abismo, valendo-nos destes oásis de conhecimento e esperança, que representam os KPR, comunidades de pessoas que se agrupam em torno de interesses comuns com a finalidade de construir um mundo melhor. Junto à emergência destas comunidades, a humanidade tem gerado o meio para conectar os saberes que pode produzir: a web. Ambos definem as coordenadas de nosso novo commons. Através da rede, um marco de transparência, honestidade e colaboração, encontraremos as ferramentas intelectuais para gerir a complexidade do mundo no qual vivemos, entender a exponencialidade e encontrar soluções”

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De observadores a colaboradores: como dinamizar a participação em comunidades online

Post original de Andresa Guareschi, tradução & adaptação por Fernando Jesus

Na medida em que o mundo vai se colocando em rede, alguns analistas consideram que a exclusão digital já não é importante, e que o acesso à rede da maioria da população não excluída socioeconomicamente já é um feito majoritário.

Em países como a Argentina, onde mais de 67% da população está conectada à internet, começam a surgir outras questões, como a falta de participação, principalmente nas comunidades virtuais corporativas.

Segundo Dolors Reig, em “Trabalhe Diferente”, a falta de participação é o indicador mais comum de fracasso em comunidades virtuais. Mas, nós Odiseos, perguntamos: Será a participação um fator fundamental para o êxito de todas as comunidades online?

A resposta parece ser: nem sempre.

É importante ter em conta que as comunidades virtuais são criadas para cumprir objetivos distintos, laborais ou sociais, que podem ser o desenvolvimento de um projeto, uma pesquisa, um programa de capacitação á distância, trocar receitas ou organizar um campeonato de futebol. Assim sendo, em uma comunidade cujo objetivo é o aprendizado, aqueles membros que ingressam apenas para ler os conteúdos, mas não contribuem com conhecimento, também estão cumprindo o objetivo de absorver informação e conhecimento.

O moderador, ou community manager, desempenha um papel fundamental guiando os usuários para que evoluam de observadores para membros ativos da comunidade. O modelo dos quatro C’s de Derek Wenmoth expressa essa evolução na participação em comunidades online:

Outras variáveis que impactam diretamente a participação são:

Escala: uma comunidade que requer um alto grau de participação deveria ter no máximo 100 a 150 membros.

Diversidade: em grupos grandes, a diversidade é um grande motor da participação. Em grupos pequenos, a motivação para contribuir passa pelo senso de pertencimento e pela intimidade.

Abertura: ampliar uma comunidade através de redes externas como o Facebook ou o Twitter pode gerar maior participação.

Enfoque top-down: A participação das altas hierarquias gera validação, e consequentemente uma maior participação.

Para saber mais: The Psychology of Sharing por The New York Times

The Psychology of Sharing (by NYT CIG http://nytmarketing.whsites.net) from mitchiru

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As MPE e a Sustentabilidade

Muito se fala sobre sustentabilidade nas organizações, e quase sempre que se ouve o assunto, o que nos vem à mente são grandes iniciativas de grandes empresas. Projetos de reflorestamento, reciclagem, campanhas de conscientização, inovações técnicas e processuais, praticamente todas as iniciativas com foco na conservação ambiental e sustentabilidade corporativa que aparecem na mídia é fruto de “cases” de grandes nomes do mercado.

Mas se pensarmos que as grandes corporações somam apenas 0,9% das empresas no Brasil, uma dúvida começa a pairar: o que as micro e pequenas empresas, 99,1% do total de empreendimentos nacionais, de acordo com o Sebrae, estão fazendo ou podem fazer em termos de sustentabilidade?

A resposta é clara: grande parte delas está contribuindo ou pretende contribuir com um mundo mais sustentável. A maioria dos empresários (72%) considera que deve-se atribuir um alto grau de importância ao meio ambiente, e mais de 80% dos pequenos e médios negócios já adotarem alguma prática sustentável (ainda que esta prática possa se resumir a uma simples economia de energia).

Os dados se referem ao ano de 2012, e são uma ótima notícia, já que não é possível falar em desenvolvimento sustentável no Brasil sem tocar na questão das MPE. Entretanto, se levarmos em conta que desse total de 80%, uma grande parte ainda adota iniciativas de sustentabilidade parcial, e em alguns casos até em menor escala que a permitida pela capacidade da empresa, outra questão parece surgir: o que está impedindo as MPE brasileiras de atingir a plena sustentabilidade?

Pra começar, o desconhecimento do tema. Embora a maioria dos empresário reconheça a importância da sustentabilidade, 58% deles afirma desconhecer o tema sustentabilidade, e entre os que compreendem melhor o tema, 83% associam ações sustentáveis apenas com questões ambientais.

Em segundo lugar, fica o conservadorismo das empresas em relação à sustentabilidade enquanto investimento: apenas 47% dos empresários crê que seja possível aliar lucro e medidas sustentáveis.

De forma que se pode afirmar que o micro e pequeno empresário brasileiro conhece a sustentabilidade sem saber, e que muito da resistência em atingir a excelência nesse quesito se dá somente por falta de informação.

E essa é uma boa notícia. Pois existe gente oferecendo a informação chave pra sustentabilidade empresarial, e melhor: lutando pra que essa informação chegue a quem mais precisa dela: os micro e pequenos empresários.

O Sebrae, que sempre esteve atento às necessidades do empresariado nacional, não ficou pra trás no quesito sustentabilidade. Muito pelo contrário, a instituição tem focado na busca por um setor empresarial sustentável.

Em 2011, foi inaugurado o Centro de Sustentabilidade do Sebrae, na unidade de Mato Grosso. O local não foi escolhido por acaso: a ideia era encontrar um centro de irradiação de informações sobre a questão sócio ambiental, e o alto grau de conscientização entre os empresários do MT (estado conhecido por iniciativas lucrativas de preservação da cultura e do meio ambiente) foram fatores decisivos.

Além do centro em si, o Sebrae conta com todo um sistema de apoio à sustentabilidade empresarial, cujo pilar é o programa “5 menos que são mais”. A partir dos materiais do programa, o micro ou pequeno empresário passa a entender que menos água, energia, matéria prima, resíduos e poluição, mais lucro, competitividade satisfação, produtividade e qualidade ambiental se obtém.

Ao que parece, o Brasil está indo pelo caminho certo, ou ao menos entrando nele, em relação à sustentabilidade das MPE. Um grande passo, que merece ser comemorado, mas sem nos esquecermos de que ainda estamos longe do ideal. Para atingi-lo, é melhor seguir o caminho mais seguro: o da informação.

Conheça nossas fontes:
“A pequena e micro empresa e o meio ambiente: a percepção dos empresários em relação aos impactos ambientais”: http://ht.ly/kxIco 

Envolverde: “Sem as micros e pequenas empresas, não há sustentabilidade”: http://ht.ly/kxIzF

“Micro e pequenas empresas no contexto da sustentabilidade: desafios e oportunidades”: http://ht.ly/kxIMU 

 

 

 

 

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Curadoria de conteúdos (porque tudo – ou quase tudo – está na rede)

Post original de Alejandra Procupet, tradução & adpatação por Fernando Jesus

Que estamos sobrecarregados de informação, e que não há ser humano capaz de seguir o ritmo dos 100 mil tweets enviados por minuto, as 30 horas de vídeo que sobem no Youtube e as 3000 fotos que se publicam no Flickr é algo que até os mais onipotentes entre nós devem aceitar.  Não apenas não somos capazes de processar toda esta informação – a qual obviamente se une àquela gerada por outras mídias e usuários – mas também não desejamos ser.  A tendência de que exista tanto sobre tantos temas circulando entre nós foi batizada por Alfons Cornellá com um termo que remete à doença: Infoxicação. Que nada mais é que a “intoxicação por excesso de conteúdos”

O certo é que não queremos nos infoxicar, mas sim poder estar em contato com os conteúdos, notícias ou atualizações, potencialmente dirigidos a nós enquanto usuários. Tudo o que nos interessa e que muitas vezes sentimos perder em meio a tantas outras informações.

Para resolver o problema em questão, e obtermos a cura para a enfermidade, há uma figura, não tão nova, chamada de “curador de conteúdos”.

O curador de conteúdos, como disse Francis Pisani,“Filtra o tsunami de informações que nos chega diariamente e facilita a interpretação de um material tão abundante quanto completo”. Considerando que “o menor acontecimento gera um mar de notas, artigos, fotos, vídeos, fóruns de discussão, tornando a organização do fluxo imprescindível. O curador é o editor que escolhe não apenas artigos e textos, mas também tweets, fragmentos, fotografias ou vídeos de maior relevância”.

Realiza em última instancia essa seleção e filtragem, que os meios de comunicação tem feito desde sempre: selecionam as notícias que acreditam mais relevantes e as oferecem a nós, destinatários da informação. Na realidade, o que mudou drasticamente foi a grande oferta de conteúdos disponíveis na web, seus formatos e a “super segmentação” por temas.

Em seu Manifesto para o curador de conteúdos, Rohit Bhargava, vice presidente sênior de Estratégia e Marketing da Ogilvy 360 Digital Influence, afirma que o curador de conteúdos é alguém que “continuamente encontra, reúne, organiza e compartilha o melhor e mais relevante conteúdo online sobre um tema específico (…) Uma pessoa cujo trabalho não está focado na criação de mais conteúdos, mas cujo objetivo é dar sentido ao conteúdo que outros estão criando. Encontrar o melhor e mais relevante conteúdo já elaborado, disponível na rede e apresenta-lo às pessoas. 

Para Dolores Reig, um curador de conteúdos é um “intermediário crítico do conhecimento, alguém que busca, agrupa e compartilha de forma contínua (recordemos que vivemos na era da informação em tempo real) o mais relevante (separa o joio do trigo) em seu âmbito de especialização”

Mas, o que faz falta para um curador de conteúdos de qualidade? Como saber o que vale a pena? “requer-se um olhar crítico, saber verificar fontes, ter um nível cultural consistente. Saber onde está o inovador e onde está o original”, afirma o especialista  Jorge Hernández.

Também é preciso um critério baseado no conhecimento e na experiência, capacidade de análise e síntese, e a capacidade de estabelecer níveis de relevância. Para tanto, o fator humano é fundamental.

Além disso, não se trata de replicar, mas também de agregar valor a um conteúdo gerado por outrem, somando a ele, por exemplo, descrições, possibilidades de uso, metadados e relações com outros conteúdos.

Todos nós somos de alguma forma “curadores de conteúdos”, quando selecionamos aquilo que nos agrada vindo de outros usuários, e classificamos, comentamos e compartilhamos isso em nossas redes. O já mencionado Jorge Hernández afirma, além disso, que é importante que o façamos aplicando a regra de 3 x 1, segundo a qual por cada publicação destinada a nós, devemos publicar 3 conteúdos “curados” e coloca-los na rede.

Isso porque compartilhar é a base da participação e tal gesto implica uma espécie de criação, já que esse conteúdo se mesclará a outros e ganhará novos significados de acordo com o contexto.

Como trabalha um curador de conteúdos

Assim como os bibliotecários nos ajudam a encontrar os livros ou publicações de que precisamos entre as diversas obras de uma biblioteca, os curadores de conteúdo identificam, recompilam, organizam e compartilham a informação que será mais relevante para os usuários aos quais ela é direcionada. Os que o fazem bem, preocupam-se em disponibiliza-la de um modo acessível e mais digerível para seus públicos. Ainda que não sejam os criadores do dos conteúdos, nem seus donos, eles nos dão conhecimento desses conteúdos, os colocam a nosso alcance e os apresentam de um modo atrativo. Para tal, um curador de conteúdo:

1. Define os temas e subtemas de interesse;

2. Busca e encontra a informação: conta com as ferramentas para obter e apresentar de modo atrativo a informação relacionada ao tema de interesse para seu público;

3. Lê, analisa e elege um enfoque: Lê a informação, para buscar o ângulo e enfoque que possuem mais relevância no tema coberto, estando de acordo também com sua linha editorial, o interesse da audiência e a conjuntura do momento;

4. Enriquece o conteúdo e o organiza: busca mais dados e lhes atribui um valor. Ordena a informação de modo que faça sentido para sua audiência e a classifica com tags para que possa ser facilmente encontrada em caso de necessidade;

5. Ocasionalmente convida especialistas para que contribuam com sua opinião ou lhes pede sugestões para os usuários;

6.  Dá continuidade aos temas importantes, os atualiza e complementa;

7.  Segue o lema: crie histórias que acredita que devam ser compartilhadas.

Algumas ferramentas disponíveis na web que facilitam o trabalho do curador de conteúdos:

Scoop.it

 Curated.by

 Pearltrees

 Também é possível utilizar informações oriundas de mídias sociais:

Storify

Storyful

Yahki

Chirpstory

Nos próximos posts, mais sobre as ferramentas para curadoria de conteúdos e seus usos potenciais.

Ilustração de Raúl Tristán

 

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Gestão do conhecimento

Para desenvolver produtos e serviços, as organizações sempre contaram com o conhecimento adquirido através de processos anteriores de criação. Até bem pouco tempo atrás, essa era a única maneira de planejar ações futuras e administrar o presente.

No atual momento, uma época de alta disponibilidade e grande quantidade de informação, as corporações se viram confrontadas com novas fontes de conhecimento e informação, que podem atuar tanto interna quanto externamente. Nesse contexto, é natural que o conhecimento seja fomentado e ampliado.

Isso é bom para seu negócio? A resposta é simples: Depende de como você gere o conhecimento. O atual momento é de revolução tecnológica, e em toda revolução técnica, ganha quem melhor administra o ativo de valor vigente.

Assim, A empresa atual deve preocupar-se mais com a administração, gestão e organização do conhecimento tanto quanto com a informação e o conhecimento em si.Assim, podemos dizer que é ativo de maior valor atualmente é  o gerenciamento das informações e do conhecimento, fator para o desempenho das empresas no mercado econômico

Existem diversas ferramentas que podem ajudar sua empresa a gerir o conhecimento numa era na qual a informação e conhecimento são o maior valor, desde pequenas LAN’s até imensas plataformas de intranet colaborativa, dentro das quais circulam outras funcionalidades, como:

Sistemas de gerenciamento eletrônico de documentos,;

Groupwares para ganho de produtividade e realização de projetos colaborativos;

Ferramentas de workflow para a automatização dos processos;

Programas integrados de business intelligence que transformam grandes quantidades de dados em informações de qualidade para a tomada de decisões.

Além disso, existem também pessoas dedicadas exclusivamente a ajudar quem precisa melhorar ou implantar um sistema de gestão de conhecimento, como é o caso da SBGC (Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento) e da The KNOWledge Network Brasil.

Nós, da Odiseo, também temos nossa contribuição na área, tanto utilizando algumas ferramentas bem populares, como o Basecamp e o Google Drive, quanto colaborando com a criação do The Work Hub (que aparece no vídeo abaixo), uma solução abrangente em intranet colaborativa, concebida a partir da experiência da Odiseo na criação de redes colaborativas e intranets de diversos clientes.

 

Seja como for aplicada, a gestão do conhecimento é necessária e determinante para qualquer negócio contemporâneo, e é uma questão de tempo até que você, leitor, tenha de recorrer a ela (se é que já não recorre). Quando o fizer, tenha sempre em mente que cada empresa possui necessidades distintas, e que nem sempre a primeira solução encontrada é a mais adequada.

Pesquisar, familiarizar-se com as diferentes possibilidades e escolher a melhor é tarefa chave para o sucesso do seu negócio.

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Ouça a sério: como grandes marcas monitoram e gerenciam sua presença on-line

Texto de Andresa Guareschi, tradução & adaptação por Fernando Jesus

O primeiro passo para qualquer estratégia de comunicação em mídia social é ouvir.

Recentemente, grandes marcas desenvolveram o que chamam de ““Social Media Command Centers”, centros de controle sofisticados que permitem monitorar e gerenciar as conversas que acontecem em torno da presença da marca na rede.

Em 2010, Michael Dell anunciou a abertura de seu “centro de escuta”, a fim de rastrear cerca de 22 mil publicações diárias relacionadas à companhia em blogs, redes sociais e menções no Twitter.

De acordo com Dell, algumas das razões para o desenvolvimento de um centro de escuta são:

1. Monitorar e responder: monitorar Facebook, LinkedIn, Twitter e Blogs (usando os Alertas do Google) pode ser fundamental para defender a marca, responder perguntas, corrigir informações incorretas ou parar rumores sobre a empresa antes que estes se viralizem na web;

2. Educar e informar: comunicar adequadamente aos consumidores sobre os serviços, especialidade ou proposições de valor da marca, assim como separar os conteúdos por público de interesse;

3. Posicionar-se como referência: “Esta é a forma como as pessoas são incluídas no novo canal de vendas”. Comunicando de forma proativa as áreas de especialidade e gerando oportunidades de vendas que de outra forma não teriam surgido.

Gostaria de acrescentar mais um ponto para a lista:

4. Identificar formadores de opinião: muitas vezes, os conteúdos e opiniões de usuários oriundos de redes sociais são mais relevantes para os seguidores de uma empresa que a própria marca. Conhecer esses formadores de opinião permite estabelecer um vínculo e oferecer conteúdos direcionados para que eles possam incorpora-los em suas comunicações de rotina.

O pioneiro na implementação do seu “Mission Control Center” foi Gatorade, com um desenvolvimento personalizado para que a marca possa monitorar conversas relevantes para si, incluindo competições, atletas e temas relacionados com nutrição e esportes.

Soluções para todos os orçamentos

Implementar uma estratégia de monitoramento e gestão de marcas em mídias sociais nem sempre requer o desenvolvimento de um centro de escuta ao estilo NASA. Há ferramentas gratuitas ou de baixo custo que permitem gerenciar canais de comunicação da marca na web, tais como Hootsuite ou Tweetdeck.

Finalmente, quero compartilhar este Infográfico que nos permite entender o que as marcas estão fazendo e que infra-estrutura é exigida em cada caso:

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Infográfico – Usuários do Instagram, um perfil em números

Há algum tempo, nossa proximidade com clientes como a iStockphoto nos fez mergulhar mais fundo no mundo das imagens, e mais especificamente no universo do Instagram. Reunimos um pouco do que aprendemos com essas experiências,  e isso somado ao conhecimento do Renato Dias – instagrammer de carteirinha – , que elaborou os perfis, nos deu a ideia de fazer um infográfico. O resultado você confere a seguir:

Agradecimentos especiais aos Odiseos: Ana Paula, Guilherme e Laís, pelo excelente trabalho e comprometimento com o nosso pequeno projeto! Valeu, pessoal!

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Redes Neurais e Websemântica cognitiva

Pensando na relação entre cérebro e linguagem, alguns pesquisadores e pensadores tem buscado um modelo para a nova era da web. Trata-se da websemântica e sua relação com as redes neurais ou mais precisamente a websemântica cognitiva. De acordo com estudos teóricos, o potencial desta inovação ultrapassaria  até mesmo a definição de uma web 3.0.

“A fase da conexão de pessoas”

A ideia é que os mecanismos de busca tradicionais trabalham com respostas de interesse prévio, trazem resultados determinados pelo sistema de buscas. Isso resulta em uma aproximação do público com o seu interesse, mas essa aproximação não é tão refinada a ponto de conhecer individualmente um usuário. Acontece o oposto dentro do paradigma da websemântica cognitiva. Nela, de acordo com o Dr. Marcos Nicolau, “a busca passa pelo discernimento humano baseado na rede montada pelo próprio usuário em articulação consciente com os demais integrantes da rede”.  O que resultaria em um refinamento absoluto das buscas, do targeting, e do conhecimento sobre o único “público alvo” que realmente importa: o indivíduo.

Ainda segundo o Dr. Nicolau, que é líder do Grupo de Pesquisa em Processos e Linguagens Midiáticas da UFPB, “Depois da fase de conexão das máquinas para ampliação e funcionamento da rede, agora é a fase de conexão das pessoas”.

Comunicação Neuromodiática e conectomas

Para que a ambição saia do papel e ganhe definitivamente a web, seus entusiastas trabalham com um modelo revolucionário: a interpretação das relações na web em analogia com o funcionamento do cérebro humano. A genialidade aqui reside em equacionar a quantidade de informações que um usuário recebe com a capacidade de discernir para quem essas informações são úteis. Tudo isso baseado em relações intrínsecas entre os nós de uma rede de compartilhamento de dados diversos, que combina diversas mídias em si. “ Tal qual os neurônios, cada um de nós, usuários, somos uma mídia em potencial, recebendo informações e repassando-as de forma categorizadas, por isso o nome Comunicação Neuromodiática”, declara o Dr. Nicolau.

Soa familiar, não? E deveria mesmo. Já falamos aqui no blog sobre os conectomas, e como podem ser aplicados à interações corporativas, mesmo sendo um conceito derivado da biologia neural. A websemântica cognitiva é a aplicação do modelo de conectoma à web como um todo, considerando cada usuário como um nó da rede e um potencial filtro de conteúdo.

Um futuro esperado

O impacto disso é imensurável, em termos de potencial de inovação, em todos os sentidos imagináveis. Áreas tão distintas quanto as de relacionamento e produção podem beneficiar-se da mesma forma, uma vez que as aplicações da análise racional de dados são inúmeras. Seria como o Santo Graal da otimização de processos. Um futuro há muito esperado.

Sem dúvida, já há alguns pioneiros que iniciam o processo de análise de dados inteligente, e cada vez mais observamos a inclusão de sistemas orgânicos em metodologias aplicadas fora do mundo biológico. Alguns desses exemplos foram citados aqui, inclusive. E embora ainda estejamos longe de consolidar o paradigma da websemântica cognitiva, é uma questão de tempo para que ele se estabeleça.

E para que estejamos preparados, é fundamental permanecer colaborando e compartilhando, conectando cada vez mais pessoas, empresas, governos e organizações civis, que formarão a base desse imenso cérebro coletivo. O futuro será da cognição.

Para saber mais, consulte nossas fontes:

A Busca por uma  Web Semântica Cognitiva, por Marcos Nicolau

Ontologias e a Web Semântica, por Frederico Luiz Gonçalves de Freitas

DEMO (Dynamical & Evolutionary Machine Organization)

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A intranet social melhora a produtividade dos negócios

Postado originalmente por  Andresa Guareschi, tradução & adaptação por Fernando Jesus

“As empresas de melhor desempenho no mundo entendem que o engajamento dos funcionários é uma força que impulsiona os resultados do negócio” – Gallup Inc.

Um relatório publicado este ano pela ThoughtFarmer, baseada em vários estudos, diz que a economia dos EUA perde 370 bilhões dólares anualmente como resultado da falta de compromisso dos funcionários que “passam o tempo” fazendo o mínimo exigido, enquanto aqueles que estão comprometidos trabalham mais, estão dispostos a assumir responsabilidades extras e exercem uma influência positiva nos colegas.

A intranet social e compromisso

O mesmo relatório fala sobre um estudo do Aberdeen Group, que mostra que as empresas que utilizam blogs, wikis e ferramentas de redes sociais tem alcançado
maior comprometimento ano a ano por parte de seus empregados em 18%, comparados com o 1% nas organizações que não utilizam nenhuma ferramenta de rede social.

Melhores Práticas

Apenas o ato de oferecer uma intranet social a seus empregados já é uma maneira de dizer que a opinião deles importa para a empresa. Contudo, gerar
comprometimento e colaboração a partir da ferramenta não é tarefa simples: é necessário envolver  áreas-chave e fornecer os incentivos certos.

- A área de TI é fundamental para as fases de implementação de software e outros recursos técnicos, mas é o departamento de RH que deve ter a propriedade do projeto, uma vez que impacta diretamente sobre o clima e cultura organizacional.

- A participação de líderes formais e informais é um fator chave de sucesso no momento de incentivar a colaboração dos funcionários. Eles devem ser bem informados sobre os benefícios sociais oferecidos pela intranet e como usar as ferramentas certas na sua área ou grupo de trabalho.

- Comunicar vitórias rápidas é uma grande fonte de motivação e deve ser parte da estratégia de lançamento do projeto.

- Reconhecer regularmente a participação de membros que colaboram com conteúdo de alta qualidade, como por exemplo o que ofereça a maior quantidade de respostas “mais votadas” ou faça o uso mais inovador da intranet, ou ainda os que possuam o melhor perfil pessoal. Esse reconhecimento deve ser feito tanto online – através de pontos, rankings, emblemas – quanto off-line, em eventos de final de ano ou outros que tais.

- Equilíbrio entre social e laboral: algumas empresas, como a EMC, recomendam uma proporção de 20-80 entre a socialização e o trabalho, mas isso depende de muitos
fatores diferentes, como os objetivos do projeto e cultura organizacional e tal deve ser considerado cuidadosamente para o desenvolvimento da estratégia.

Para saber mais:http://ow.ly/jW9LZ

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Desenvolvimento Sustentável »

Um diálogo possível entre Zygmunt Bauman e Ernesto van Peborgh acerca de nosso futuro

  Muito se tem escrito sobre processos semelhantes e que ocorrem em diferentes partes do mundo,

Empresa 2.0 »

De observadores a colaboradores: como dinamizar a participação em comunidades online

Post original de Andresa Guareschi, tradução & adaptação por Fernando Jesus Na medida em qu

Inovação e Tendências »

O potencial das redes para atualizar processos de ensino e aprendizagem

A educação formal atravessa atualmente uma crise inédita, que encerra em si duros questionamentos

Marketing »

De observadores a colaboradores: como dinamizar a participação em comunidades online

Post original de Andresa Guareschi, tradução & adaptação por Fernando Jesus Na medida em qu

Web 2.0 »

O potencial das redes para atualizar processos de ensino e aprendizagem

A educação formal atravessa atualmente uma crise inédita, que encerra em si duros questionamentos