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Twitter – tendência no SAC 2.0

Na era da web 2.0 e da massificação das redes sociais online, praticamente tudo que conhecíamos sobre o mercado mudou. E no geral, as mudanças têm sido bastante rápidas, deixando pouco espaço para aqueles que demoram a se adaptar.  Com os serviços de atendimento ao consumidor não foi diferente. Antes relegados ao atendimento telefônico, muitas vezes demorado e pouco eficaz, os consumidores hoje em dia contam com respostas rápidas e eficientes nas redes sociais. E o que era SAC evoluiu para SAC 2.0.

E dentre todas as redes que proporcionam essa experiência, a mais destacada e eficaz tem sido justamente a mais direta: o Twitter. Refletindo o cerne de um bom atendimento ao consumidor, a rede social de microblogging reúne, a um só tempo, rapidez, fácil compreensão de mensagens (devido à limitação de caracteres) e, o mais importante de tudo, é direta sem ser impessoal.

Aliás, o que o serviço de SAC operado via Twitter tem provado, é que ele pode ser tudo, menos impessoalAlgumas empresas que utilizam a rede social tem mostrado que aprenderam muito bem a lição do novo paradigma do mercado e das comunicações: trate seus clientes como pessoas, individualize ofertas e conteúdos, e você será bem sucedido.

Qualquer um que tenha acompanhado a “batalha de rimas” entre os perfis de Santander e Itaú na tentativa de conquistar um cliente deve ter ficado impressionado com a maneira inovadora e natural pela qual ambas as empresas dialogaram com um potencial consumidor de seus serviços. Outro caso bem conhecido é o do Pinguim, “persona” da rede Ponto Frio no Twitter. Com uma fala diferenciada, humor e personalidade únicos, o Pinguim chama a atenção pela maneira como responde a dúvidas, faz ofertas e soluciona problemas dos consumidores. O personagem é tão popular e dinâmico que até ajudou outras marcas a utilizar o espaço no Twitter de modo inusitado. Foi o que aconteceu com o Netflix, que citou o Pinguim para promover o filme “Happy Feet”.

Mas nem tudo são flores, de acordo com alguns analistas. De acordo com previsões (nem tão recentes assim), Existiria a possibilidade de que os 140 caracteres acabassem por perder qualquer utilidade que na a de um “reclame aqui”.

Na realidade, existe de fato um aumento do uso da rede social dessa forma, mas é bom recordar que só ele não justifica o crescimento vertiginoso do Twitter – que mudou seu lay out e promete seguir forte em 2014 – no último biênio. Inclusive, o tal crescimento do Twitter como canal de SAC só comprova a eficácia da coisa, que conta com vantagens como:

  • Baixo custo
  • Alto retorno
  • Agilidade nas perguntas e respostas
  • Facilidade de compreensão dos conteúdos
  • Capacidade de mapeamento de reclamações fácil e rápido, que destaca os principais pontos fracos da empresa/marca
  • Pró-atividade quase que obrigatória da parte de community managers e administradores dos perfis
  • Imenso potencial para geração de buzz positivo para a marca (como pudemos constatar nos casos citados acima)

Portanto, se você, leitor, pretende que sua marca ou negócio esteja na vanguarda do SAC 2.0, pense no Twitter como muito mais que textos de 140 caracteres. Ele é um universo a ser explorado, e ainda há muito o que inovar com a ajuda desse oceano de possibilidades.

 

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O que as marcas podem aprender com os “Youtubers”

Ilustração/iStock

Você sabia que mais de 1 bilhão de usuários de todo o mundo acessam o YouTube a cada mês, passando mais de 4 bilhões de horas assistindo a vídeos? Os dados são do relatório Video Metrix da comScore 2013. E tem mais: resultados de buscas em que aparecem vídeos têm uma taxa de cliques 41% maior do que resultados de buscas de textos simples.

Estes números comprovam que conteúdos em vídeo são a grande tendência do momento e atraem cada vez mais usuários. Mas será que as marcas e empresas estão aproveitando o interesse por este tipo de conteúdo?

Pensando no assunto, chamou minha atenção o sucesso estrondoso de alguns canais no YouTube. Analisando um pouco melhor, vi que esses canais não são produzidos por empresas, agências ou produtoras, mas sim por pessoas comuns, os chamados “Youtubers”. Você certamente já ouviu falar em algum deles.

Eles não são artistas ou jornalistas, não trabalham para nenhuma grande empresa, nem possuem estúdios gigantescos e grandes orçamentos. Fazem seus vídeos a partir de uma estrutura muito simples de gravação, com câmeras amadoras, criatividade e, sobretudo, carisma em excesso. E com essa receita eles conseguem uma audiência que poucas TVs abertas têm.

Essas personalidades da web chegam a ter mais de três milhões de seguidores. Cada vídeo, em média, tem mais de 100 mil visualizações. Com todo esse sucesso, já começaram a ganhar dinheiro com seus canais. Seja por meio de anúncios, ou até mesmo patrocínio de marcas.

Na lista dos top 5 mais bem pagos do país estão:

    1. Venom Extreme ( 3,2 milhões)

    1. Felipe Neto (2,8 milhões)

    1. RandonsPlays (2,5 milhões)

    1. Manual do mundo (1,9 milhão)

    1. Coisa de Nerd (1,9 milhão)

Mas o que essas verdadeiras celebridades do YouTube fazem para atrair tantos fãs?

  • São divertidos, lúdicos, despojados e espontâneos. Não seguem um roteiro pré-definido. Parecem que estão conversando diretamente com o usuário. Além disso, falam a linguagem do público que compõe seu canal: mesmas gírias, trejeitos, padrões de comportamento.
  • Contam histórias. Histórias pessoais e cotidianas. Sempre as relacionam com o assunto que estão apresentando. Também aproveitam muito bem os trendtopics do momento, usando-os para contextualizar seus conteúdos e emitir opinião.
  • São grandes especialistas e possuem propriedade sobre o tema que estão falando, seja games, livros, experiências malucas ou receitas. Acima de tudo, gostam do que fazem e, por isso, são verdadeiras referências.
  • Ouvem e interagem com seu público. Respondem dúvidas, fazem comentários, agradecem elogios, pedem sugestões e usam essas conversas para entender desejos e necessidades do seu público e como insumo para produção de próximos vídeos.
  • Apresentam conteúdos altamente relevantes. Por serem especialistas, seus vídeos possuem um único foco temático, que permite que seja aprofundado e desdobrado futuramente.
  • Produzem conteúdos úteis. Dão dicas, ensinam a fazer algo, são didáticos. E isso contribuiu para que tenham ainda mais relevância.

Portanto, fazendo uma breve análise dos conteúdos produzidos pelos “Youtubers” podemos dizer que eles conhecem, como ninguém, seu público. São pessoas reais falando com pessoas, contando histórias divertidas, que têm utilidade e amam o que fazem, por isso são referências nos seus temas de atuação.

Então, que tal as marcas e empresas pegarem carona nessa receita de sucesso?

 

Artigo originalmente publicado no Jornal Propmark

 

 

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Palestra – Mídias Sociais e Redes de Colaboração

Renato Dias, Sócio Diretor da “Viagem de Odiseo”

Em nossos posts mais recentes, temos destacado os variados aspectos do aprendizado online e de seu viés corporativo. Até agora, falamos sobre a teoria. Hoje, entretanto, daremos um exemplo prático de como é possível aprender via web e ampliar as competências de sua organização a partir desse aprendizado.

Isso se deve à excelente palestra ministrada pelo nosso amigo Renato Dias, intitulada “Mídias Sociais e Redes de Colaboração”. O objetivo da palestra era ensinar aos interessados como aproveitar a dinâmica das mídias sociais para construir conhecimento, visando a inovação e o marketing.

Embasando seu discurso nas ideias de importantes pensadores contemporâneos como Marshal Mcluhan, Pierre Levy e Elinor Ostrom,  nosso sócio diretor coloca as novas mídias como um fator de mudança na própria operação executada por nossos cérebros ao interpretar a informação, migrando de um paradigma bidimensional para um contexto multidimensional, no qual a própria lógica se modifica. A colaboração passa a ser algo determinante no mercado, e uma nova linguagem (a web) passa a ser o léxico dos novos tempos.

Renato empreendeu uma autêntica “viagem”, navegando entre temas como social e-comerce, relacionamento personalizado, geração de insigths, ideágoras, B2B, segmentação comportamental, brandstreaming e intranets colaborativas, para mostrar aos espectadores que a nova era da comunicação vem abrindo um vasto leque de oportunidade corporativas a partir da transformação de um mercado de massas para um mercado de nichos, no qual as interações passam a ser personalizadas e os conteúdos se transformam na forma mais eficaz de gerar objetos sociais que reúnam em torno de si os usuários das redes sociais, pessoas que deixam de ser vistas apenas como um fim (enquanto consumidores) e passam ser observados também como um meio (a partir do qual a imagem e o discurso de uma empresa são legitimados e levados a outros potenciais consumidores e influenciadores).

Defendendo a ideia de um novo paradigma empresarial, no qual a verticalização e as hierarquias deixam de fazer sentido, e a colaboração é o nome do jogo, Renato ensina de forma dinâmica e direta, a partir de experiências pessoais e cases de sucesso, e dá uma verdadeira aula sobre as novas mídias e sua utilização no meio empresarial.

Vale a pena conferir na íntegra. Eu vi, e recomendo a todos os que se interessam pelo tema esse conteúdo imperdível, que pode ser acessado a partir do link abaixo (necessário login).

http://ht.ly/vrCfp

Boa palestra a todos!

 

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E-Learning Corporativo – superando expectativas

Em nosso último post, trouxemos aos leitores duas infografias sobre aprendizado online, mais especificamente, MOOC’s. Uma delas tratava especificamente dos MOOC’s no cenário corporativo. O assunto chamou minha atenção, tanto que me inspirou a escrever nosso post de hoje, no qual pretendo falar mais sobre o aprendizado online no mundo corporativo, e suas muitas vantagens.

Pra começar, um pouco sobre as vantagens de se capacitar colaboradores online.

  • Preço: cursos online são, em geral, mais baratos que os presenciais. O que acarreta em economia para a empresa (no caso desta custear o aprendizado) e para o colaborador.
  • Conteúdo constantemente atualizado: ao contrário dos cursos “físicos”, os virtuais tendem a ser atualizados mais constantemente, inclusive pela facilidade dos docentes e organizadores em trabalhar com conteúdos online.
  • Flexibilidade: diferente de seus equivalentes presenciais, os cursos baseados na web não exigem, na maioria das vezes, que o aluno se dedique em um período de tempo pré-determinado aos estudos. A escolha de horários que melhor se adéquam ao tempo livre é imprescindível para quem trabalha e precisa dividir o tempo entre os estudos e a empresa.
  • Diversidade de cursos: a própria dinâmica online proporciona uma maior quantidade de cursos e temas de aprendizado, o que é interessante, pois o aluno pode encontrar opções não disponíveis no caso do aprendizado presencial.
  • Ausência de barreiras geográficas: desde que o aluno domine certos idiomas, em especial o inglês, não existem impedimentos geográficos para aprender. Se antes da era da internet uma pós-graduação em universidades internacionais exigia intenso planejamento e disponibilidade, hoje em  dia basta que o interessado esteja disposto a aprender, esteja ele onde estiver.
  • Aprendizado permanente: uma vez conectado ao universo de possibilidades do aprendizado online, o aluno fica exposto a todas as outras opções para ampliar seus conhecimentos em sua área ou em outras. Uma autêntica experiência de aprendizado perpétuo.

Essa primeira análise já é bastante animadora para qualquer um que tenha interesse em ampliar seus conhecimentos ou melhorar a capacitação de seus funcionários. Mas a coisa não para por aí. Além das vantagens mais óbvias, existem também algumas que talvez passem despercebidas de quem analisa o assunto sem se aprofundar tanto. E essas talvez sejam as mais determinantes para o sucesso da sua empresa em capacitar colaboradores e fazer com estes evoluam dentro do ambiente corporativo.

Por exemplo, o social learning. Essa prática transpõe o aprendizado online para o ambiente das redes sociais, uma complementação ao processo “tradicional” de e-learning, resumidamente, trata-se de aprender e posteriormente observar a prática e conseguir macetes a partir da experiência de alunos mais avançados ou especialistas na área, com os quais o estudante interage através da dinâmica do social networking.

Tembém muito interessantes e úteis são os webinars.  O nome é oriundo de uma abreviação de “web-based seminar”, um autêntico seminário online, no qual os participantes assiste a palestra e podem interagir entre si via chat e também enviar perguntas ao palestrante. Opção utilíssima para reuniões, cursos e treinamentos, os webinars são velhos conhecidos da “Viagem de Odiseo”. Um bom exemplo de nossa experiência na área é o evento que organizamos para um de nossos clientes, a iStockphoto, com resultados excelentes.

Outro exemplo são os  workshops ministrados pela equipe Argentina da “Viagem de Odiseo”, tendo como clientes as operações latino americana, argentina e internacional (TISA)da Telefonica. Esses workshops tiveram como objetivo a capacitação dos colaboradores para ingressar em um paradigma de cultura colaborativa e otimizar o uso de redes internas.

Ferramentas para videoconferência, ideias para os webinars, não faltam. GoToMeeting, Adobe Connect, Cisco Webex e IBM Lotus Live são só uma amostra dessa diversidade, que pode ser vista de forma mais completa clicando aqui.

E já que estamos falando em webinars, e citando nossa experiência no assunto, é bom ressaltar que o aprendizado online pode beneficiar sua empresa para além da capacitação interna.  Isso porque o e-learning também pode ser utilizado da forma como nós o fizemos: oferecendo a capacitação online para outras empresas. Seja por meio do desenvolvimento de ferramentas,  seja pela organização dos eventos e até mesmo pela promoção de palestras e seminários que contem com profissionais de destaque em sua companhia como protagonistas.

Nossos amigos,  Renato Dias e Ernesto van Peborgh, que o digam, pois são caras que contam com alguns eventos do gênero em suas bagagens, tendo participado deles tanto como aluno quanto como palestrante (e mesmo em eventos que não são considerados exatamente e-learning, mas que podem trazer tanto aprendizado quanto aos seus espectadores).

Um pouco do trabalho do Ernesto nesse campo pode ser visto aqui. Já o Renato deu um show ao falar sobre as métricas em social media (em entrevista para o IAB, que vale como uma autêntica aula)  e ao ensinar social media B2B na Social Media Week, como podemos conferir aqui e aqui (em entrevista para nosso blog)

Os exemplos são muitos, e a eficácia da coisa é comprovada. Portanto, amigo leitor, saiba disso: o e-learning corporativo e suas possibilidades de aplicação estão evoluindo e se multiplicando. Saber utilizar esse recurso a seu favor, seja para capacitar seus colaboradores ou para oferecer capacitação a outras empresas, pode significar muito para seu negócio.  Sabendo disso, que tal investir nessa oportunidade de crescimento?

 

 

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Aprendizado online em 2014 – O ano dos MOOC’s

Já falamos muito sobre o aprendizado online aqui no blog, em especial da verdadeira revolução educacional promovida pelos MOOC’s. Assim sendo, o assunto em si não é novidade para quem nos acompanha. Contudo, o tema retorna aos nossos escritos, após uma excelente notícia enviada a nós pela nossa amiga Gabriela, da equipe argentina da “Viagem de Odiseo”.

Após receber a informação de que os MOOC’s estão impactando cada vez mais o ensino universitário, este blogueiro que vos fala decidiu garimpar a web em busca de mais informações sobre o assunto. O que encontrei foi tão interessante que fica difícil resumir em palavras. Por isso, dei preferência às imagens, e brindarei aos nossos leitores com não apenas um, mas dois excelentes infográficos sobre o que há de mais atual sobre os MOOC’s, tanto no campo acadêmico quanto na área corporativa.

O primeiro infográfico que apresentarei foi publicado originalmente pelo excelente MOOC’s.com, e traz um panorama geral e atualíssimo, que serve como base informativa para qualquer pessoa que queira começar a se aprofundar no tema, e mesmo para o que já estão habituados a ele.

O segundo, originalmente postado no udemy.com, trata especificamente sobre o impacto dos MOOC’s na área empresarial, trazendo um panorama da evolução dos dos cursos online no que concerne ao aprendizado corporativo.

Com vocês, os infográficos:

 

Panorama geral dos Massive Open Online Courses

Fonte: moocs.com Clique aqui para ver em tamanho original

 

Os MOOC’s e o aprendizado corporativo

Fonte: udemy.com Clique aqui para ver em tamanho original

 

Para finalizar, um link útil para quem quer se aprofundar nas diretrizes do ensino à distância aqui no Brasil: http://ht.ly/uNpOk

Boa leitura!

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Employer Branding – Contando histórias

Atualmente, o employer branding é a menina dos olhos para especialistas em recrutamento de todo o mundo. A tática inovadora de “vender” a imagem da empresa como potencial atrativo para novos colaboradores (e como já dissemos aqui no blog, de fidelizar quem já colabora com a casa), tem permeado as estratégias de RH de companhias das mais variadas áreas.

Por outro lado, no mundo do marketing corporativo, o que tem se destacado é o que lá fora chama “story telling”, ou “brand story telling” (algo como “contar histórias”, em tradução livre).  A estratégia visa conectar os públicos alvos com a empresa, através do compartilhamento de conteúdos, exemplos e experiências , de modo a se fazer presente na cabeça do consumidor em variados momentos do seu dia a dia.

Ambas as tendências são fruto da expansão e consolidação do paradigma da web 2.0, que possibilitou a interconexão em níveis nunca antes vistos, e  tem sido sinônimo de sucesso incontestável.  O que o leitor deve estar pensando, no entanto, é:  o que duas vertentes de áreas aparentemente distintas do mercado estão fazendo lado a lado em um mesmo texto?

Talvez os mais atentos já tenham percebido, até mesmo antes de começarem a ler esse post, que as duas coisas estão intimamente ligadas, e que a mescla delas pode garantir um enorme sucesso quando o assunto é contratar. Dentro do novo paradigma de recrutamento, potenciais empregados esperam ser tratados não como suplicantes – algo comum por aqui até bem recentemente – mas como consumidores. Afinal, sua vaga, empregador, é um produto, um “bem” cobiçado, e deve ser tratada como tal.

Assim, o candidato, ou “consumidor” da vaga, deve ser visto como alguém de suma importância, que precisa sentir-se único e valorizado desde as primeiras etapas do processo de contratação. E é aí que as coisas se complicam um pouco para o empregador.

Mesmo que sua empresa possua um blog com postagens regulares, exponha cases de sucesso e gere conteúdos agregadores, saiba que isso não é garantia de sucesso nas contratações daqueles que no futuro serão os “advogados” e “propagandistas” da sua companhia. O motivo é: fidelizar consumidores pode ser simples, de certa maneira, se uma empresa ou marca tiver o que mostrar. Mas angariar colaboradores fiéis é tarefa que necessita de exemplos claros de por que estes deveriam estar em trabalhando no seu negócio. Possíveis empregados devem estar, acima de tudo, entusiasmados com o ambiente interno de seu provável novo local de trabalho.

E é algo difícil de fazer, expor as vantagens do seu ambiente interno, sem atravessar a tênue linha que separa uma boa apresentação de uma desastrosa revelação do modo como seu negócio funciona por dentro.

Nesse limiar é que as histórias se mostram o “curinga” da vez. Histórias são algo que evoluiu junto com a espécie humana, e servem para “guiar” pessoas desde tempos imemoriais. E têm uma vantagem imensa sobre qualquer outra forma de expor ideias: elas falam sobre vivências. Ou seja, seu blog pode publicar os melhores textos, seu canal no Youtube pode hospedar os vídeos mais criativos. Mas, pode ter certeza, quando você conta uma história (através desses meios, inclusive), está fazendo branding da melhor forma possível.

Nesse ponto do texto, talvez o leitor esteja se perguntando: ok, mas que histórias contar, e de que forma?

Bem, se me permitem, vou exemplificar com uma experiência pessoal. Em um dos primeiros textos que escrevi para este blog, falei sobre as vantagens do trabalho remoto. Pra isso, contei a história de uma conversa que tive com meu colega Omar, um cara que prefere o sistema presencial.  Foram alguns parágrafos contando a história da minha convivência com o Omar, e elencando os motivos da nossa preferência pelos métodos de trabalho que mais nos agradam.

Eu tinha um ponto, que era a defesa do paradigma de trabalho remoto, algo praticado pela companhia na qual trabalho, e meu colega também tinha o ponto dele, o trabalho presencial, modalidade que a “Viagem de Odiseo” também pratica.

Expondo a ambos, o meu post buscava contar a história da nossa relação com o trabalho, e mais profundamente, a história da nossa experiência com a empresa. Éramos dois funcionários felizes com nossos postos de trabalho, e nossos exemplos certamente serviram para que o público alvo das nossas contratações percebesse algo da filosofia corporativa na qual estávamos inseridos.

Do mesmo modo como estamos fazendo agora (ao contar a história de uma história), isso foi feito por meio de um texto, mas pode ser feito por meio de vídeos, imagens, palestras… O melhor caminho quem deve escolher é você, leitor e empregador.

Baseado nos diferenciais de sua empresa, e na sua filosofia corporativa, descubra as histórias que você pode contar. A recompensa por partilha-las será a chegada de novos colaboradores, com suas próprias histórias pra contar, e assim gerar um ciclo orgânico de fidelização e renovação que terminará por tornar sua empresa ainda mais viva.

E lembre-se: é de empresas vivas, de ecossistemas corporativos dinâmicos e interativos, que será feito o futuro dos negócios.

 

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Mulheres – Poderosas no mercado de trabalho

iStock/ecliff6
Selo com a estampa “We Can Do It!” (Nós podemos fazer isso!), propaganda de guerra  estadunidense criada por J. Howard Miller ,em 1943, para a Westinghouse Electric Corporation  para levantar o moral das trabalhadoras, maioria nas fábricas durante a II Grande Guerra

Se sua empresa busca por profissionais perceptivos, capazes de bom raciocínio abstrato, dotados de alta sensibilidade, capacidade para liderar e com um fascinante poder de convívio no ambiente de trabalho, talvez no futuro seu empreendimento se pareça cada vez mais com o “Clube da Luluzinha”. Porque provavelmente você, leitor e empreendedor, vai seguir a nova tendência do mercado de trabalho, e passará a empregar um número cada vez maior de mulheres.

Isso mesmo, as mulheres, que até pouco tempo atrás ocupavam uma pequena parcela das vagas disponíveis, começam a ocupar massivamente cargos de chefia, e seus salários já ultrapassam os dos homens em algumas profissões.

Ao que parece, as lutas do movimento feminista no século XX estão colhendo seus frutos nesse início de século XXI, e nesse dia 8 de março de 2014 (dia internacional da mulher), há muito que comemorar para as homenageadas.

Embora a situação feminina ao redor do mundo não seja das melhores, e ainda que existam muitas conquistas a serem feitas, ao menos por aqui, na América Latina, um dos aspectos mais fundamentais para a emancipação feminina – a participação no mercado de trabalho – está bem contemplado. Em 2013, pela primeira vez na história, o Panorama Laboral da América Latina e do Caribe 2013, relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), dá conta de que em média 50% das vagas estão ocupadas por mulheres (a tão sonhada igualdade, ao menos nas estatísticas).

No Brasil, a Presidente Dilma Roussef anunciou que, dos 4,5 milhões de postos de trabalho criados desde 2011, 2,3 milhões são ocupados por mulheres. Ou seja, mais da metade das vagas. E embora que os dados mais recentes do IBGE apontem que os homens ainda ganham proporcionalmente mais (1.962,97, contra a média feminina de R$ 1.561,12, em dados de 2011), em certas profissões, esta realidade já se inverteu.

Nas atividades ligadas à uma alta capacidade de empatia, criatividade e sensibilidade, e que ao mesmo tempo privilegiam o raciocínio abstrato (qualidades associadas às mulheres, por excelência), os salários femininos chegam a ser, em média, 500 reais mais altos que os de suas contrapartes masculinas. É o caso dos diretores e gerentes de RH, analistas de marketing e assistentes de comunicação.

Em outras áreas, as novidades não estão tão relacionadas aos ganhos, mas ao aumento da participação. Bastiões masculinos como a área de TI, por exemplo, estão sendo literalmente invadidos por legiões de garotas que cresceram num mundo permeado pelo feminismo e pela luta por igualdade. Elas querem fazer o que gostam, e provam que o mito de que homens são mais capazes em profissões que exigem raciocínio lógico não passa disso mesmo: um mito.

E a tendência da área se reflete em praticamente todos os segmentos tecnológicos, basta observar os dados do Zethos de Educação Coorporativa (IZEC). Nos cursos oferecidos pela instituição, especializada em softwares para gestão empresarial, a média de alunos é de 62% de mulheres para 38% de homens.

Tudo isso reflete a emancipação feminina, cada vez maior e mais presente nas sociedades ocidentais: as mulheres, ao investir em sua própria educação e carreira, acabaram por galgar os degraus que as separavam dos homens, e deixaram de serem exclusivamente donas de casa e de ocupar postos de trabalho que exigem qualificação menor (ainda que existam fatos lamentáveis, como a já mencionada discrepância de salários entre os dois gêneros, que parece crescer conforme aumenta o grau de escolaridade das mulheres empregadas).

Ou seja, o gênero feminino está com tudo. E o bom empreendedor deve estar sempre atento ao que está em alta, principalmente no quesito contratações (afinal, se tanta gente está dando as melhores oportunidades para as mulheres, esta é a prova de que não lhes falta competência).

De modo que investir em campanhas de recrutamento cujo o alvo é o público feminino é uma boa opção para os empregadores que buscam não apenas as qualidades femininas em postos chave para suas organizações, mas também para aqueles que querem ajudar a desmistificar antigos conceitos e a inserir cada vez mais mulheres fortes, capazes e talentosas no mercado.

Num futuro próximo, a aceitação da sensibilidade e da afetividade, enquanto qualidades –  e não como fraquezas –  deve se consolidar cada vez mais como diferencial no mercado de trabalho. E muito provavelmente, mulheres estarão ocupando os cargos mais decisivos de sua empresa, caro leitor. E esse dia 8 de março de 2014 é uma excelente data para começar a pensar nisso.

Este blogueiro e toda equipe da Viagem de Odiseo – onde as mulheres já são maioria – desejam um feliz  8 de março a todas as mulheres, e fazemos votos para que vocês sejam cada vez mais poderosas!

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Outernet

Talvez estejamos tão acostumados a pensar no acesso à internet  como algo pago, que nem sequer pensemos que existem alternativas a esse modelo. Mas, de acordo com os idealizadores do  Media Development Investment Fund (MDIF), uma web livre em termos de custos e navegação é possível.

Os planos são ambiciosos: dar acesso livre à internet para cada um dos mais de 7 bilhões de habitantes do planeta. Para tanto, baseando-se na tecnologia Wi-Fi, o MDIF quer lançar centenas de satélites na órbita terrestre em 2015. O projeto, conhecido como Outernet, promete fornecer acesso irrestrito mesmo em países onde a rede sofre severo controle estatal, como a China e a Coréia do Norte.

A empresa nova yorkina planeja uma parceria com a NASA, com o objetivo de testar sua tecnologia nas instalações da  Estação Espacial Internacional , a partir da qual a transmissão Wi -Fi para os usuários da Internet em todo o mundo poderia ser iniciada

A técnica utilizada seria a  “datacasting technology”, que envolve o envio de dados através de ondas de transmissões de rádio de ondas longas, o que poderia de fato possibilitar a transmissão global de dados .

Para que o sonho se torne realidade, no entanto, serão necessárias dezenas de milhões de dólares, levantados por crowdfunding.

Todo esse dinheiro deverá ser investido em infraestrutura, mais especificamente na construção e lançamento de centenas de “cubesats”, pequenos satélites de baixo custo, que deverão orbitar o planeta e redistribuir os dados recebidos através de uma ampla rede de estações terrestres distribuída globalmente.

Lançando mão da tecnologia “User Datagram Protocol” (UDP), que nada mais é que o compartilhamento de dados entre usuários da rede, a Outernet deverá oferecer seus serviços de uma forma muito semelhante ao que estamos acostumados a ver na TV e no Rádio: os conteúdos serão transmitidos através de “canais” ou “estações”, permitindo que o usuário selecione as informações navegando entre esses “centros de transmissão”.

De fato, uma ideia ambiciosa e inovadora, que, tendo êxito, ampliaria ainda mais o acesso à informação (atualmente, de acordo com estimativas, apenas 40% da população mundial teria acesso à rede), e consequentemente proporcionaria mudanças ainda mais significativas em nossa cultura, e na forma como nos relacionamos.

Recentemente, falamos sobre a web enquanto aliada da liberdade e da democracia, e a democratização irrestrita do acesso à web é daquelas coisas com as quais sonhamos, e que, acreditamos, terá papel fundamental na construção de um mundo novo e sem fronteiras, e na construção da tão sonhada cultura global.

Para ficar realmente por dentro do plano, conheça o cronograma de atividades da Outernet:

Junho de 2014 – A Outernet começará a implantar satélites protótipos para testar a sua tecnologia

Setembro  de 2014 – Pedido oficial à NASA para testar a tecnologia na Estação Espacial Internacional

Janeiro  de 2015 Início da fabricação e lançamento de satélites

Junho de 2015 – Início das transmissões via  Outernet a partir do espaço

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Os totalitarismos contemporâneos e as novas mídias

iStock/soberve

Vivemos em um mundo que, ao menos nas aparências, preza a democracia como regime de governo ideal. Mas, quando as coisas saem do controle e o fantasma do totalitarismo ameaça ressurgir, como reagem as pessoas inseridas na era da informação e da web 2.0?

Qualquer um com acesso à internet certamente se deparou, nos últimos dias, com uma avalanche de informações sobre a situação política na Ucrânia, e mais ainda, com o panorama da Venezuela. O mesmo não se pode dizer daqueles que tem nos jornais impressos e na TV suas principais fontes de informação.

Seguindo os moldes do que foi feito no ano passado, à ocasião das ondas de protestos que varreram o mundo, e em especial o Brasil, os grandes veículos da mídia tradicional são lacônicos e bastante vagos ao noticiar estes acontecimentos, e só muito depois de eclodirem os fatos jornalísticos é que eles são expostos ao público.

Teorias sobre as razões para esse comportamento – em tudo avesso ao que se espera do jornalismo – não faltam. Alguns culpam o governo, criando teses conspiratórias sobre financiamentos espúrios para calar a imprensa e manter a população sob controle. Outros divagam sobre o caráter “golpista” dos setores midiáticos tradicionais, que tentariam a todo custo fazer valer seus interesses escondendo (ou tentando esconder) a realidade dos fatos.

Seja qual for a razão, o caso é que as “antigas” mídias tem se distanciado cada vez mais do caráter essencial do jornalismo, que é a cobertura em tempo real do que é notícia, e, principalmente, deixando a desejar no quesito isenção. E isso gera uma lacuna, que rapidamente foi preenchida pela nova mídia, que, diga-se de passagem, é muito diversa da antiga. Composta por qualquer um munido de um celular com acesso à web, essa mídia cumpre muito bem o papel de informar sobre os fatos, no momento em que eles acontecem. E vai além: imprime o caráter pessoal do observador dos eventos no momento de repassar a informação. O agente da nova mídia é, assim, jornalista, cinegrafista e articulista, todos em uma só pessoa.

Isso é, por um lado, muito bom. A possibilidade de estar informado em tempo real sobre assuntos relevantes que a grande imprensa não destaca é algo de valor inestimável nos tempos em que vivemos, nos quais a informação é a força motriz do mundo (até porque, não é nada bom ser um total desinformado e achar que o presidente da Venezuela é o Sr. Madruga). Mas, por outro lado, também há consequências negativas. A mais destacada entre essas, é estar muitas vezes exposto a versões contraditórias dos fatos, e muitas vezes a coberturas influenciadas por inclinações políticas e ideológicas.

No primeiro e no segundo cenários, a situação venezuelana é pródiga em exemplos. No caso dos aspectos positivos, a própria cobertura feita por usuários de redes sociais que repassam informações adquiridas direto do “front”. Do lado negativo, temos a distorção dessas informações, seja ela intencional ou não. Ao mesmo tempo em que obtemos informações relevantes e precisas sobre os protestos e suas razões, muitas fontes exageram o número de mortos e feridos, e algumas até procuram utilizar a crise no país vizinho para atacar o governo brasileiro, como pode ser visto no hoax viral do ex-presidente Lula dando seu apoio à Maduro.

Mas qual será a relação entre as novas mídias, seus protagonistas, o público e os regimes totalitários?

Num passado recente em termos históricos, na época da guerra fria, a Rússia e os EUA protagonizavam a geopolítica enquanto “superpotências” e países emergentes viviam o risco da ditadura (seja ela orquestrada por forças internas ou externas). A informação era selecionada e controlada pelos governos.  Hoje quem faz isso é o povo. E ao que parece, embora certa parcela da população ainda olhe para o passado autoritário com saudades, a maioria não pensa assim.

E essa maioria divulga informações que circulam internacionalmente, e impactam os governos e a opinião pública. A velha máxima de que nada pode ser mantido em segredo na era da internet se revela, mais uma vez verdadeira. E ao tornar públicas as ameaças à democracia, ainda que sem a real intenção de defender a liberdade, os novos protagonistas da atuação midiática se colocam como a salvaguarda dos valores democráticos. Nesse cenário, nenhum totalitarismo está seguro. É o quarto poder retornando à suas origens, paradoxalmente a partir do alvorecer de uma nova era.

 

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Viralização

O vírus da gripe, ou influenza, um dos mais comuns e disseminados ao redor do mundo

iStock/cornishman
O vírus da gripe, ou influenza, um dos mais comuns e disseminados ao redor do mundo

Se há um neologismo que povoa o vocabulário de todo usuário da web, é esse: viralização. A palavra, obviamente inspirada na dinâmica de existência dos vírus, designa qualquer conteúdo que se torne “viral”, ou seja, algo que surge sem aviso, se espalha rapidamente e é replicado por quase todo mundo que tem contato com a coisa. Como uma gripe, um viral começa timidamente, mas logo se torna uma epidemia de grandes proporções.

Diferente do spam, o viral não é “impessoal”, nem “forçado”. É um conteúdo com o qual o usuário realmente se identifica, e longe de ser divulgado através de um email “fwd” ou por meio de uma mensagem padrão no chat do Facebook, é algo com que o emissor se identifica genuinamente, e repassa a quem ele crê que possa estar interessado.

Mas o que faz um viral? A maioria dos especialistas admite que haja regras a serem seguidas para que um viral seja bem sucedido, mas eles mesmos afirmam, na maioria das vezes, desconhecer essas regras e sua aplicação, afinal QUALQUER conteúdo pode se tronar viral.

Mas, antes de decretar os virais como um fenômeno impossível de ser racionalizado e destituído de um padrão de realização seria interessante analisa-lo do ponto de vista filosófico, enquanto uma cadeia de eventos detectáveis.

O fenômeno dos virais não é restrito ao nosso tempo e cultura – embora seja no nosso paradigma que ele tenha se tornado algo corriqueiro. A coisa é bem antiga, talvez tanto quanto a própria humanidade, mas foi “categorizado” pela primeira vez pelo “pai” das categorias, o célebre filósofo grego Aristóteles. Esse pensador dizia que uma mensagem, para ser impactante, deveria seguir um ou mais entre três caminhos distintos: a via do ethos, a do phatos e a do logos. Ou seja, para se tornar memorável, o discurso (no casa dos gregos clássicos), deveria apelar ao comportamento, ao sentimento, ou ao raciocínio lógico. Uma linha retórica que contemplasse as três vertentes seria então a maneira perfeita de tornar um discurso marcante.

Curiosamente, ao mesmo tempo em que detectava os componentes de um discurso efetivo, Aristóteles também expunha, nas entrelinhas, uma forma de “proto marketing”, já que a teorização do discurso não tinha outro objetivo que não cativar adeptos, da mesma forma que as campanhas virais de hoje em dia buscam conquistar públicos alvo. E a lógica por trás disso permanece a mesma: conquista-se o engajamento quando se combina, com sucesso, o apelo cultural/comportamental, o apelo sentimental, e por fim, o apelo lógico, ou seja, a legitimação do conteúdo.

Conclui-se que, portanto, há sim regras para construir um conteúdo viral, e que elas são de certa maneira, bastante simples.

Esse é um ponto chave na dinâmica dos virais, para nossa análise: o fenômeno enquanto estratégia de marketing, através da qual as marcas podem gerar engajamento e tornar seu conteúdo relevante, de forma a distingui-lo dos demais, através da popularização e consequente reprodução intensa de sua produção.

Mas como fazer com que o público diferencie o viral do spam, e mais importante: como aproveitar o potencial da viralização sem fazer feio, e acabar gerando um impacto negativo junto ao público? Alguns exemplos de bons e maus virais ajudam a esclarecer a questão.

Um bom exemplo de “bom” viral é o vídeo da Dove, “Retratos da Real Beleza”, que continha tudo que é necessário para que uma ação desse tipo atinja seu objetivo: encontre um segmento que você deseja atingir (ethos). Produza um conteúdo que cative esse segmento através de um sentimento positivo, no caso, a aceitação do corpo e o reconhecimento de diferentes formas de beleza (phatos). Divulgue sua produção entre os influenciadores do meio  - no caso, desde interessados em cosméticos até grupos feministas que lutam pela derrocada de padrões estéticos restritivos – que vão legitimar sua ação (logos). Tendo seguido os mesmos princípios utilizados há quase 3 mil anos, a Dove acertou o alvo, e teve uma repercussão 100% positiva.

Imagem da campanha da Dove, que se tornou um viral de sucesso

Agora, um exemplo do que o velho Aristóteles (e todos os especialistas em marketing) considerariam um viral “ruim”, é a recente matéria do G1 sobre o lamentável episódio da morte do cinegrafista da Band, Santiago Ilídio Andrade, e a ligação do deputado fluminense Marcelo Freixo a supostos grupos que incitam violência em protestos.

O título da matéria, de mais de 12º caracteres transformou em sucesso. Só que o sucesso pode ser uma variável negativa. E nesse caso, foi mesmo. O princípio comportamental, o ethos, foi completamente esquecido, já que a chamada principal da matéria era tão confusa que ninguém se identificaria com ela em um primeiro momento. O fator sentimental, o phatos, foi exacerbado de tal maneira, que o leitor é quase que obrigado a fazer uma ligação entre Freixo e os supostos agressores. No mínimo, tendencioso. A questão do apelo racional, do logos, é de longe a pior parte. O leitor simplesmente não consegue observar um encadeamento racional entre as palavras do texto.

Internautas criam memes ironizando a manchete do G1

O que acabou gerando milhares de compartilhamentos da matéria, todos em tom de piada, acompanhados por memes, montagens e sacadas espirituosas. Tudo isso impactando negativamente o G1 e sua credibilidade.

Como vimos talvez o fenômeno dos virais não seja assim tão misterioso. E talvez seja bom que todos os produtores de conteúdo se lembrem dessas três regrinhas, há tanto tempo estabelecidas. Pode ser que elas falhem, e seu conteúdo nunca venha a viralizar. Mas uma coisa é certa: antes nenhuma viralização que uma viralização ruim.

 

 

 

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