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Arquiteto projeta casa autossuficiente

 

Já é uma tradição aqui no blogue falar sobre arquitetura sustentável, algo que cada vez mais se impõe como uma necessidade em termos de diminuir nosso impacto negativo sobre o meio ambiente. Por isso, gosto de apresentar sempre novos conceitos nesse campo. Mais uma vez a inspiração do post é uma notícia do excelente site  “Ciclo Vivo”. O último foi o arranha céu de madeira, e agora, com vocês, a casa autossuficiente:

A imagem acima é uma concepção artística da segunda estrutura do tipo projetada pelo  arquiteto norte-americano Michael Jantzen, e é chamada de  “R-House”. Sua antecessora, a  “M-House”, que foi vendida a um colecionador de arte coreano,  já apresentava muitas das funcionalidades necessárias para um imóvel sustentável. Mas o novo projeto promete aperfeiçoar o conceito.

A R-House é pré-fabricada, o que possibilita que seja montada rapidamente. O material principal é a Accoya,  feita partir de uma árvore cultivada de forma sustentável, cuja madeira é posteriormente tratada de maneira não tóxica, garantindo-lhe 50 anos de vida útil.

A parte de geração de energia é garantida por  células  fotovoltaicas e e  turbinas eólicas de eixo vertical, resultando em uma residência independente de energia elétrica convencional.

Todo sistema de água funciona a partir de coletores, o que reduz o desperdício ao mínimo. O aquecimento da água também é feito por energia solar.

E a casa pode ser expandida, conforme a necessidade do proprietário: o perímetro da estrutura é construído de modo a permitir a adição de segmentos extras que podem aumentar a área, se necessário.

O projeto faz uso de todas as fontes possíveis de energia alternativa tornando o  quase totalmente autossuficiente. Falta apenas definir a quantidade de energia fornecida pelas células de energia solar fotovoltaica e as turbinas eólicas, e resolver o problema de isolamento térmico, já que o modelo é apropriado somente ao clima temperado, e não conta com alternativas isolantes para o frio ou calor mais elevados de outras regiões do globo. Mas, em vista do tamanho da inovação, estes são detalhes menores.

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Número de ciclistas cresce 35% em NY

 

De acordo com notícia do “Atitude Sustentável”, veículo do Uol, publicada hoje, o número de ciclistas em Nova York cresceu 35% nos último ano. Lembrei das conversas que temos sobre o tema na Odiseo…São Paulo, onde fica nosso escritório, é uma cidade que parece construída para desfavorecer o ciclista e o pedestre, mas ultimamente, as coisas tem começado a mudar, principalmente devido à pressão que as pessoas estão exercendo, na web e fora dela, por um transporte público melhor e pelo respeito aos meios de transporte alternativos.Vendo uma outra megalópole apresentar números tão positivos, cresce minha esperança de que surjam ações que justifiquem dados parecidos por aqui…

Pra isso, seria bom que as autoridades competentes seguissem o exemplo do  Departamento dos Transportes de Nova York, que possibilitou o crescimento no número dos que optam pelas bicicletas apostando no planejamento e na racionalidade: desde 2007  o órgão tem feito um trabalho para melhorar a qualidade do transporte, do ar, mobilidade e espaços públicos da cidade. O resultado são 675 quilômetros de ciclovias (mais que o dobro dos 350 existentes anteriormente na cidade). E a meta é dobrar o número de ciclistas até 2015.

A estrutura nova yorquina está anos luz à frente dos modestos 110 quilõmetros de vias destinadas a ciclistas em Sampa (entre ciclovias, ciclofaixas e vias de trânsito compartilhado), que pra piorar, teve apenas 4,5 km de ciclovias entregues na atual gestão da prefeitura. Tomara que essa moda de planejamento urbano com foco na sustentabilidade também pegue por aqui. As pessoas e o planeta agradeceriam….

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Qual é o seu sonho?

O meu sonho é que todas as pessoas tenham uma vida digna. Tenham o que comer todos os dias e recebam uma educação de qualidade que os transformar em cidadãos de verdade.

Parece óbvio e até mesmo utópico… mas acho que todos nós devemos sonhar grande, e fazer isso acontecer nas pequenas ações do nosso dia a dia.

Sim, isso é possível.

Sim, eu realmente acredito nisso.

E sim, isso já está acontecendo.

Esses dias vi um vídeo, que nem é muito novo, mas me emocionou muito e me inspirou a escrever sobre isso. Vejam só.

“Um sonho brasileiro”, produzido pela Box 1824  mostra o potencial das microrrevoluções e como elas podem transformar sonhos em realidade. Só para contextualizar, microrevoluções são pequenas ações sociais que geram impactos positivos na vida das comunidades.

O vídeo é fruto de uma pesquisa, cujo objetivo é conhecer a geração Y do país, entender seus valores, a forma como enxerga o país, e quais são os papéis que se propõe a desempenhar na sociedade hoje e no futuro.

Esse vídeo me impressionou porque me encheu de esperança. Esperança de mudar realidades e transformar vidas. Esperança de viver num país melhor.

Quebrando paradigmas

Acho que hoje estamos quebrando dois grande paradigmas da sociedade atual: o do individualismo e do medo da mudança.

As novas formas de comunicação, as mídias sociais e a hiperconexão trouxeram à tona o poder do coletivo.  Não dá mais para a gente acreditar que a realização pessoal depende exclusivamente da realização do desejo de cada um, mas sim da realização de algo maior, voltado ao grande grupo.

Finalmente, estamos saindo da era do EU para a época da coletividade, participação e colaboração. Valores da web 2.0, que o A Viagem de Odiseo tanto fala.

E para dar poder ao coletivo, estamos mudando, ou pelo menos, tentando. Mas, diferente dos jovens quem não pertence a essa geração tem muita dificuldade com isso. Mudar é difícil, porque faz a gente repensar e questionar tudo aquilo que aprendemos.  E dá trabalho, pois a gente tem que aprender tudo de novo. Por isso somos tão resistentes às mudanças.

Para mim, o recado muito claro. Temos que pegar carona no poder de transformação dos jovens. Vamos agir localmente, para mudar o mundo. Vamos sonhar sonhos possíveis, pois quando juntamos esses pequenos sonhos, transformamos vidas que mudam a realidade das pessoas.

Como disse o grande  poeta Mário Quintana, “sonhar é acordar para dentro”. E é isso que propõe o Manifesto O Sonho Brasileiro da Box 1842. Vamos sonhar sonhos possíveis de ser realizados e que gerem um impacto direto na vida das pessoas.

E você?  Já parou para pensar em qual é o seu sonho para a comunidade que você vive? Vamos lá, acredite. Nós podemos realizar sonhos!

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O futuro na visão do Google

Trata-se do Project Glass. Um óculos com realidade aumentada. Que tal?

 

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Arranha Céus de Madeira

Isso mesmo. De madeira. A imagem acima é um conceito gráfico desenvolvido pela “Michael Green Architecture” para um edifício de 30 andares e representa uma alternativa em termos de materiais sustentáveis, que chega a um setor da indústria onde o desenvolvimento de novos materiais menos agressivos ao ecossistema é indispensável. Além disso, quebra um tabu, uma vez que a madeira jamais tinha sido cogitada para construir estruturas tão altas ( a maior da atualidade, o Metropol Parasol, em Sevilha, tem 26 metros de altura).

A notícia é do Ciclo Vivo, e a novidade foi pensada , nas palavras de um dos autores do projeto, Michael Green com o objetivo de “reduzir e conter as emissões de gases de efeito estufa e encontrar soluções verdadeiramente sustentáveis ​​para a construção“. Segundo ele, ” temos de olhar para os fundamentos da nossa forma de construir – do interior das grandes estruturas dos edifícios urbanos aos detalhes do desempenho energético. Precisamos procurar por grandes soluções para o clima de hoje, as necessidades habitacionais, ambientais, econômicas e do mundo.”. Parece estar no caminho certo. Confira a matéria na íntegra aqui.

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E a sacolinha plástica, é vilã?

 

Dentre as mais controversas medidas de conservação ambiental, está o banimento das sacolas plásticas. O tema divide opiniões e desperta polêmicas aqui no Brasil, depois de ter sido foco de amplo debate em outros países. Mas o que há de fato e de ficção nos argumentos por trás do banimento?

Quais são os motivos?

A bem da verdade, o plástico não é, definitivamente, uma forma de transporte inofensiva para o meio ambiente, principalmente por dois motivos essenciais: o imenso número de sacos produzidos por ano (cerca de 150 por pessoa ) e a natureza não biodegradável do polímero que lhes serve como base.  Some-se a isso a fato de que este mesmo polímero é feito a partir de combustível fóssil (petróleo), que acarreta a emissão de gases poluentes, e temos um vilão ambiental em potencial.

Cerca de 90% dos sacos de plástico são descartados em lixeiras, ou diretamente no meio ambiente. Mesmo sendo responsáveis por apenas 0,3% do volume acumulado nas lixeiras, trata-se de material leve, que por isso mesmo tende a acabar indo parar no lugar errado, em razão do vento, da chuva, e outros fatores que carregam os saquinhos consigo. Essa particularidade é responsável por outros tipos de degradação ambiental, além do acúmulo de material não biodegradável e a emissão de poluentes gasosos.

A grande maioria dos sacos, desta forma, acaba em ecossistemas fluviais, marinhos ou lacustres, onde são uma causa de fatalidades potenciais para a biodiversidade. Golfinhos, baleias, tartarugas, peixes e aves marinhas morrem aos milhares, asfixiados ou intoxicados por estes resíduos. Os sacos que vão para os aterros sanitários, além de não se decomporem, acabam interferindo na velocidade da taxa de decomposição de outros resíduos acondicionados dentro deles, tornando-a mais lenta, e consequentemente exigindo ainda mais do meio ambiente.

Por outro Lado…

foram desenvolvidos materiais plásticos biodegradáveis, que apesar de custarem mais, diminuem sensivelmente o impacto ambiental causado pelos sacos comuns. Se tivermos em conta que um saco plástico comum demora cerca de 100 anos (dependendo de diversos fatores) para se decompor, e um biodegradável se deteriora em média em 60 dias a 18 meses (no caso dos oxi-biodegradáveis), temos uma boa ideia do tamanho da diferença em termos ecológicos.

Aqui mesmo, no Brasil, temos empresas como a RES, que produz plástico biodegradável a partir de polímeros baseados no álcool proveniente de cana de açúcar, por exemplo. E não é só a partir da matéria prima dos polímeros que se pode trabalhar para desenvolver plásticos menos agressivos: nesse caso, a biotecnologia também se mostra uma grande aliada,  pois desde 2009 já existem plásticos que utilizam a ação de bactérias como fator de aceleração na sua decomposição. O IPT (Instituto de pesquisas tecnológicas) de São Paulo, em associação com laboratórios na Bélgica e na Alemanha, conseguiu produzir um polímero duplamente biodegradável, utilizando uma bactéria que se alimenta diretamente de açúcar e transforma o excedente de seu metabolismo em um plástico biodegradável chamado PHB (poli-hidroxibutirato).  Também há pesquisas que demonstram que certos fungos são capazes de se alimentar de compostos de plástico, material de que são feitas as sacolinhas comuns.

Mas…e o consumidor?

Para este, existem sempre, além dos prós e contras de um material, os usos para os quais o destinam. E no caso das sacolinhas, não são poucos. Além de já fazerem parte de uma “cultura” de consumo, as sacolinhas plásticas justificaram seu ingresso nessa cultura, com utilidades variadas, desde a mais óbvia, de transporte de mercadorias, até o seu uso no descarte de outros materiais, como forma de acondicionar lixo. As sacolinhas servem como alternativa à compra de sacos plásticos, nesse caso, por exemplo. São práticas, não tem custo palpável, e podem ser utilizadas para descartar quase qualquer tipo de material, exatamente por serem feitas de plastico, que é impermeável e resistente. Esses são motivos pelos quais muitas pessoas resistem a ideia de abandonar o uso de algo tão prático.  E muitas outras pessoas simplesmente não conhecem meios para substituí-lo, e outras tantas não concordam com as medidas alternativas, por variadas razões.

E quais são as alternativas?

Vamos à prática: para substituir as sacolas plásticas, há duas opções, as embalagens de papel e as chamadas “ecobags” de algodão. E ambas também tem sua parte na degradação ambiental. Um dos argumentos mais populares é que o uso de papel para as embalagens seria tão danoso para o meio ambiente quanto o do plástico, mas em outros aspectos: a produção de papel sempre envolve o uso de madeira, que implica em desmatamento, e mesmo a madeira oriunda de reflorestamento nem sempre é uma alternativa sustentável, uma vez que muitas vezes as árvores usadas para este fim – eucalipto, pinus, teca –  são espécies exóticas,  prejudiciais aos ecossistemas locais. Ademais, muitas etapas envolvidas na produção de papel envolvem processos químicos poluentes. Além disso, embalagens de papel não são reutilizáveis.

Já sobre as “ecobags”, paira o mesmo problema em relação à reutilização (embora em níveis muito menores), e principalmente um outro entrave à sustentabilidade: são produzidas a partir do algodão, material que tem alto custo em termos de emissão de CO²  envolvidos em sua fabricação e distribuição e também causa problemas relacionados ao desmatamento, já que o algodão precisa ser plantado em algum lugar antes de ser processado, e quanto mais algodão se planta, mais áreas precisam ser desmatadas. Por estes motivos, segundo relatório da Agência Britânica do Meio Ambiente, os sacos de plástico tradicionais são 200 vezes menos prejudiciais ao meio ambiente que as ecobags.

Há ainda a opção, em voga em países como a Alemanha, e em vias de se tornar vigente no Brasil, de manter o material, mas reduzir seu uso e cobrar pelas sacolas ( a exemplo da “Plas Tax” irlandesa ), destinando assim o lucro obtido dessa cobrança para programas de conservação ambiental e reciclagem das próprias embalagens. Alguns países, como Portugal, planejam incentivar o consumidor a abandonar as sacolas estabelecendo descontos para quem não faz uso delas. Tudo visando minimizar o uso.

Fazendo um balanço geral, 

Bem, se analisadas levando em conta a matéria prima e os meios de produção,  todas as alternativas, sacos plásticos, de papel ou algodão, são prejudiciais ao meio ambiente, de formas diferentes. E agora? Beco sem saída? Estamos condenados a uma existência que agride o meio em que vivemos, e cada vez que vamos ao supermercado estamos colocando em risco toda biosfera? Bem, sim e não.

Sim, porque as embalagens que utilizamos invariavelmente tem um custo ambiental. Não porque esse custo pode ser minimizado, e isso depende exclusivamente do uso que se faz dos materiais, e do destino que damos a eles durante sua vida útil e no momento do descarte. Esse viés, o da responsabilidade do consumidor, é pouquíssimo debatido, e, por aqui, ao que parece, as autoridades (governamentais ou não) preferem sustentar posições maniqueístas utilizar medidas proibicionistas a fomentar o debate.Ao invés de atribuir a responsabilidade pelo que é feito com um material após este ter servido a quem o utiliza, prefere-se, via de regra, demonizar o material, e louvar outros sem pensar sobre as consequências de uso destes.

Quantas pessoas pararam pra pensar no custo de uma ecobag em termos de degradação ambiental? Quantas pensaram no impacto de uma monocultura de cana de açúcar para produzir plástico biodegradável? E o que dizer sobre o papel, que pelos métodos atuais de produção demanda invariavelmente  que se desmate ou que se refloreste, e via de regra, com espécies exóticas e danosas ao ecossistema nativo? Simplesmente dizer que as sacolinhas devem ser banidas nada é mais que perpetuar a ignorância em relação ao que se pode fazer para minimizar seu impacto e polarizar a opinião pública, fazendo com que se veja preto ou branco, quando há uma variada gama de cinzas entre os dois extremos. Talvez seja mais fácil destacar um culpado e criar um vilão,  ao invés de realmente tomar medidas que exigiriam um pouco mais de esforço, como fazer chegar informação ao consumidor. Informação que lhe permitiria julgar o que é mais viável, e educar-se para causar o mínimo de impacto ecológico negativo.

E a conclusão é que…

sacolas plásticas não vão voluntariamente para os lugares onde lesam o meio ambiente. Pessoas as descartam de modo incorreto e indiretamente as colocam onde não deveriam estar. O mesmo ocorre com o papel, com os tecidos, e com uma gama imensa de materiais que se corretamente descartados e reciclados, teriam seu impacto incrivelmente reduzido, inclusive colaborando para reduzir o alcance de uma cadeia de produção predatória, que prejudica diretamente essas mesmas pessoas. Não há uma verdade absoluta em relação ao tema das sacolas plásticas, assim como não costuma haver em relação a qualquer tema. Mais que o material de que é feita uma embalagem para transporte, o uso que dela se faz e o destino que a ela se dá após esse uso é que fazem a diferença em termos de sustentabilidade. Não é racional aceitar respostas prontas, e sem racionalidade, é muito difícil pensar em sustentabilidade.

 

 

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B Corporations

Existem inúmeros certificados que podem ser obtidos por empresas, nas mais diversas áreas. Dentre os mais interessantes e inovadores está o B Corporation (ou Benefit corporation). Fornecido por  uma organização mundial sem fins lucrativos, o certificado visa promover empresas que entendem sua função dentro da sociedade como algo que vai além do simples lucro, e se aplica a um novo tipo de corporação, que utiliza o poder dos negócios para solucionar problemas sociais e ambientais.

O conhecimento acerca desta certificação é importante, tanto para empresas que pretendem se adequar ao novo paradigma corporativo, que se consolida cada vez mais – e que assim podem conhecer, compreender e adotar medidas para se enquadrar nos rigorosos parâmetros exigidos para obte-la – quanto para o consumidor, que ao optar por produtos e serviços oferecidos por essas corporações, está incentivando diretamente um modo mais racional e sustentável de se fazer negócios. Já existem 517 empresas certificadas, atuando em 60 segmentos. Em conjunto, essas companhias geram uma receita anual de 2,9 bilhões de dólares, o que ainda é pouco se comparado ao potencial que existe.

A tendência é que os números se tornem  mais expressivos, já que não se trata mais de uma escolha, e sim de uma necessidade  levar em consideração os fatores sócio ambientais no meio empresarial, e estabelecer com clareza a diferença entre uma  boa ação e um bom marketing. E você, caro leitor, o que tem a dizer? Será que a sua empresa já pode se candidatar ao certificado B Corporation? Será algo a se planejar para o futuro? Voltaremos ao tema aqui no blogue, inclusive discorrendo sobre alguns exemplos da aplicação prática de iniciativas das B Corporations.

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Garrafa usa luz ultravioleta para filtrar água

De acordo com a notícia publicada hoje pelo Ciclo Vivo, a invenção o designer industrial Timothy Whitehead filtra 99,9% das impurezas da água, e só falta uma empresa que aposte na ideia para viabilizar sua produção e comercialização em larga escala. Pra isso, o primeiro passo é difundir e divulgar, algo que todos podemos fazer. Compartilhe com sua rede de contatos!

 

Fernando Jesus

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Pirate Bay: uma odisseia no espaço

A última novidade no front da guerra do compartilhamento tem ares de ficção científica. O famoso (para alguns infame) Pirate Bay, teve uma ideia digna de William Gibson e seu “Neuromancer” : levar os seus servidores para o espaço. Literalmente. de acordo com o blog dos piratas , com  o desenvolvimento de drones (pequenas aeronaves controladas remotamente) guiados por GPS, computadores single board , como o Rasperry Pi, e rádios de longo alcance, é possível enviar veículos aéreos para flutuar no espaço (o que já se provou sinistramente viável, como podemos ver aqui), e transmitir dados há alguns quilômetros acima da superfície terrestre.  Para o sistema de proxy que o Pirate está desenvolvendo, seria mais que suficiente.

Na prática, isso significa estar fora do alcance da legislação de direitos autorais. Muito mais longe que em qualquer ilha particular ou plataforma em águas internacionais.  E não se trata de fugir da lei, mas  de aproveitar as brechas que nela existem: desde 1967 vigora o “Tratado do Espaço Exterior”, que segue a tradição da legislação marítima (a mesma que possibilita a abertura de cassinos em águas internacionais), e de acordo com o qual os países têm jurisdição legal somente sobre as espaçonaves que lhes pertençam. Ou seja, não haveria jurisdição  aplicável aos drones piratas. Para detê-los, seria necessário que fossem abatidos. E, nesse caso, quem os derrubaria e que tipo de consequência isso acarretaria?

A notícia traz à tona mais que uma ideia brilhante e muito mais que um novo lance na contenda entre detentores de direitos autorais e defensores do livre compartilhamento. Ela aviva toda uma discussão sobre o futuro. Estaremos no limiar da primeira declaração de guerra à uma entidade diversa do Estado Nação? O que isso significará na prática? Um futuro nos moldes de “Robocop”, a obra prima de Paul Verhoeven onde as corporações administram exércitos e se transformam em entidades semelhantes ao Estado? Estas são apenas algumas das perguntas possíveis…

 

Fernando Jesus

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Permacultura

Mais um documentário interessante, este é sobre a permacultura. Vale muito a pena ver, mudar o mundo pode ser mais simples que parece:

Utopia no Quintal – Permacultura e Cidade de Fernando Moura no Vimeo.

 

Fernando Jesus

 

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