28 September, 2007

Confusão no funil

Como temos dito neste blog, as transformações que a mídia participativa tem gerado na sociedade estão mudando a forma como as empresas fazem marketing.

Uma maneira interessante de ilustrar o que está acontecendo é resgatar uma teoria tradicional que diz que o processo de compra é um funil: baseada no princípio da subtração, essa idéia nos diz que a adoção por uma marca passa primeiro pelo conhecimento, depois consideração, preferência, ação e, enfim, a tão sonhada lealdade.

Nos últimos anos o velho funil do marketing ficou confuso. Hoje, conectados em rede, influenciados pela opinião um dos outros, e cada vez mais rejeitando o auto-elogio da publicidade e buscando conteúdo relevante, os consumidores têm uma percepção diferente do que é o valor de uma marca.

O gráfico acima, divulgado recentemente pelo instituto Forrester Research, compara o velho e o novo funil de marketing, se assim podemos chamar.
Teorias a parte, o que importa é a complexidade que tomou o processo que leva um consumidor a tornar-se fiel a marca. No limite, pode-se assumir que as empresas já não são mais donas de suas próprias marcas; que um internauta engajado pode ser o seu melhor profissional de marketing nas comunidades em que participa.

27 September, 2007

A máquina somos nós.

Michael Wesch, um professor de antropologia de Kansas, explica de maneira simples, entretenida - e muito viral – o que é afinal, Web 2.0:

“A máquina somos nós”. A web 2.0 se trata de pessoas se conectando com outras pessoas.

E isso está apenas começando.

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24 September, 2007

Wiki é coisa de mulher!

Martha Stewart, a ama de casa mais multifacética dos Estados Unidos e magnata dos meios de comunicação, está incorporando novos ingredientes da Web 2.0 em suas receitas para elaborar novos negócios.

Segundo anunciou Susan Lyne, CEO do grupo Martha Stewart Living Omnimedia numa conferencia em Nova Iorque na semana passada, MSLO está desenvolvendo um site com formato wiki orientado à comunidade.

Lyne disse também que o foco do novo projeto não está bem definido pelo momento já que Martha Stewart planeja diversificar sua marca e linha de produtos.
Stewart conta atualmente com um perfil em MySpace e Facebook, além de uma página de Internet MarthaStewart.com que recebe uma enorme quantidade de visitas diárias.

O grupo Omnimedia conta também com varias revistas, programas de televisão e de rádio e uma linha bastante variada de merchandising, é claro.

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20 September, 2007

Kotler: "o cliente participa, dá palpites e pode destruir um trabalho de brand"

Aos 76 anos, o professor Philip Kotler, lenda viva do mundo mercadológico, recomendou aos cerca de mil empresários e executivos de marketing presentes na semana passada num evento promovido pela Telefônica, em São Paulo, que para se fazer um trabalho de construção de marca eficaz os orçamentos de mídia devem contemplar cada vez mais novos meios, especialmente os que estimulem a interatividade e convergência.

Sacou do bolso um celular Blackberry para mostrar como a busca pela convergência está no topo da pauta de prioridades das agências, dos grupos de mídia e conseqüentemente dos anunciantes, que “vão pagar a conta”. Segundo Kotler, o Blackberry permite conexão na palma da mão à internet e serviços de voz, “mas o iPhone já oferece isso mais rádio, iPod, câmara digital, visual voice mail e conexão wi-fi”, disse o professor titular da Kellog Graduate School of Management da Northwestern University para uma platéia com idade média de 40 anos. O hiato entre as duas tecnologias foi extremamente rápido, mas não escondeu a proposta de convergência, na expressão de Kotler.

A importância da convergência digital nas estratégias de mar-keting se resume na expressão “gerar falatório”, que para Kotler é a razão básica dos planos de comunicação nessa era de mundo plano. O grande truque é encontrar grupos que vão se identificar tanto com uma marca, produto ou serviço e que vão deflagrar uma série de recomendações positivas através das chamadas mídias sociais materializadas por blogs, e-mails e MSN, por exemplo. O efeito buzz é o que interessa nesses tempos de convergência digital. Pesquisas mostram que não basta gostar ou gostar muito. Para ser eficiente, a recomendação deve estar no nível da adoração. Para Kotler, a mídia de massa está ultrapassada. É o momento da mídia gerada pelo consumidor, que o professor resume através da sigla CGM (Consumer-Generated Media).

“A mídia de massa resiste porque quer estar na era da convergência, situação que o ambiente digital vai resolver. Mas é bom ficar atento às novas demandas. Antes, um plano de mídia mostrava uso adequado dos meios tradicionais. Agora, pode sugerir a BZZAgent.com, de David Balter, especializada em envolver e reunir agentes capazes de gerar falatório através de blogs. Antes, a mensagem era impositiva. Agora, o cliente participa, dá palpites e pode destruir um trabalho de brand muito rapidamente. Esse direito de escolha que a era digital trouxe, criou vozes importantes. A internet permite que o consumidor use sua voz. Ele pode ser ouvido. Por que alguém paga mais por um café na Starbucks, cerca de US$ 2,50, sem que essa marca não invista muito dinheiro em mídia? Ela optou pelo buzz. Tem campanhas que já nascem com o blog do bem e o blog do mal”, observou o professor que também fez palestra no Fórum Mundial de Estratégia e Marketing promovido pela HSM.

Às agências de publicidade, Kotler recomendou cuidado e conhecimento na hora de decidir sobre modelo de gestão com base em abrangência de serviços. Os especialistas e as empresas de nicho podem ganhar espaço. A suspeição sobre os generalistas é grande. A imagem das agências full-service é que sempre farão campanhas melhores desde que sobre sua base de excelência. Por outro lado, o marketing 3.0 está inserindo o discurso espiritual, que são as razões que vão além do racional e do emocional. As questões ambientais e sociais estarão relacionadas ao universo espiritual. Porém, vale ressaltar a importância da cultura. Ela sempre resiste às inovações.

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11 September, 2007

Como se faz?

Descobrimos através do Blog do Julián Gallo, como a empresa de telefonia celular Sprint buscou inspiração no fenômeno dos vídeos “How-To” para criar sua nova campanha viral. Segundo o blogger argentino, esses vídeos explicativos são cada vez mais populares na web e tratam sobre os mais variados temas: desde como utilizar um software até como preparar um Martini.

A campanha da Sprint está formada por distintas peças que ensinam como economizar tempo na solução de determinados problemas. Nesse vídeo, por exemplo, aprendemos como ganhar três semanas.

Que bom se tudo na vida viesse com um manual!

Assista outros vídeos da campanha aqui.
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10 September, 2007

Somos o que fazemos


Por Santiago Craig

E se pudéssemos ser algo mais do que uma metódica sucessão de gripes e festas de aniversários? E se ao expormos nossas vidas cotidianas em nossos blogs pessoais (esses impudicos sucessores dos diários íntimos) pudéssemos dizer muito mais do que simplesmente como odiamos as filas nos bancos e que preferimos usar o google ao yahoo, o que isso mudaria no mundo?

Parece muito, mas por outro lado, é pouco, soa a frase feita e dita por super-herói ingênuo de roupa ajustada.

No entanto,

Se pensarmos,

No fundo,

Não é para tanto,

Não é necessário amarrar-se num barco de pescar baleia no tempo livre depois do trabalho.

Mas é preciso tomar consciência de que somos o que fazemos.

Sim, outra frase feita,

Mas que faz sentido.

Afinal, são de pequenas coisas que estamos falando.

Pelo menos essa é a sensação que fica quando vemos no site We are what we do que já existe quase um milhão de pequenas ações que estão mudando o mundo a partir de uma mudança pessoal.

Não dá vontade de fazer a sua parte?

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4 September, 2007

Mães Internautas

Uma investigação realizada pela DoubleClick Performics e que contou com a colaboração da Microsoft e da ROI Research, mostrou que 89% das 1.000 mães entrevistadas usa a Internet pelo menos duas vezes por dia e 90% delas navega na Internet a mais de 7 anos.

Além disso, um 86% das mulheres disseram que os buscadores são a maneira mais eficiente de encontrar informação.

Outros dados encontrados na pesquisa são:

  • 70% utilizam buscadores para encontrar informação antes de realizar uma compra online.
  • 57% utilizam buscadores para obter informação antes de fazer qualquer compra off-line.
  • 64% utilizam buscadores para encontrar lugares onde comprar produtos off-line.
  • 92% das entrevistadas alegaram que os buscadores ajudaram a encontrar informação valiosa antes da compra e 79% alegaram o mesmo para compras realizadas off-line.
Segundo Scott Haiges, presidente da ROI Research Inc., os marqueteiros interessados em alcançar essa audiência, deveriam contar com uma campanha bem integrada de busca na Internet. Sessenta e quatro por cento das participantes dizem haver procurado informação através de um buscador depois de ter visto uma publicidade.
Para saber mais sobre essa pesquisa, visite o site do ROI.
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3 September, 2007

Jovens brasileiros têm mais "amigos" que a média mundial

O estudo Circuits of Cool, realizado pela MTV com jovens de 8 a 24 anos de 16 países, mostra que os brasileiros pertencem ao grupo mais entusiasmado com a tecnologia e com o maior número de amigos.

Quando se trata de “amigos íntimos”, o número é bastante parecido com os jovens dos demais países, mas quando acrescentamos os “amigos, mas não íntimos” e “amigos on-line” a diferença é 84% maior: 94 amigos contra a média de 51.

31 August, 2007

Fazer compras está nos nossos genes

As mulheres adoram fazer compras e isso não é nenhuma novidade. É uma paixão global. Sair sozinha, com amigas, aproveitar as promoções ou ser a primeira a usar as novas tendências do mercado faz parte do universo feminino. Sempre se acreditou que isso não era algo muito sistemático e que dependia de situações tão variantes como estar contente, estar deprimida, acabar de se separar ou ganhar um bom salário. Mas não é bem assim. Um estudo feito pela Agência AMP concluiu que a forma de comprar das mulheres reflete a sua personalidade, “faz parte do DNA”.

Segundo esse estudo as mulheres se classificam em quatro grupos:
-As responsáveis conscientes: práticas, eficientes e fiéis.
-As híbridas naturais: clássicas, seguras e equilibradas.
-As catalisadoras sociais: inteligentes, sociáveis e que estão sempre na moda.
-As artistas-culturais: criativas, impulsivas e aventureiras.

O que mais se destaca nessa pesquisa realizada com 3.000 mulheres entre 18 e 49 anos é que as artistas culturais são a minoria (11%), porém são as que mais gastam individualmente. Este tipo de mulher é inovadora, sempre quer ser a primeira a experimentar as novidades. Mais da metade confessou sair sozinha para ver vitrines e assim ficar antenada com o que está na moda. As híbridas naturais são consumidoras de produtos clássicos, que não estão tão na moda, mas que duram mais. As catalisadoras sociais são a maioria: representam 35% das entrevistadas. São organizadas, planificam tudo e gostam de ir atrás de ofertas e de descontos nas lojas da moda. As responsáveis conscientes não se preocupam em estar na moda, nem em marcar tendência, mas são consumidoras fiéis. Elas só saem para fazer compras quando isso é realmente necessário.

Esse estudo de mercado pode ajudar significativamente os profissionais de marketing das empresas. Conhecer as consumidoras ajuda na hora de comunicar melhor a idéia de consumo responsável. Conhecer o processo de produção e o impacto ambiental que provoca, são informações que fazem a diferença para essas mulheres que procuram se conscientizar na hora de comprar. Elas são peças-chave para a grande mudança. As mulheres sempre foram e ainda são as grandes revolucionárias na história da humanidade, ou existe alguma dúvida sobre isso?

27 August, 2007

Digital Age 2.0

Estive no início do mês no encontro Digital Age 2.0, promovido pela editora de tecnologia IDG, que edita o site IDG Now!, entre outras atividades.
O evento discutiu as novas tecnologias e, principalmente, como essas tecnologias estão mudando o comportamento das pessoas, dos consumidores e da forma de fazer negócios.
O mais rico, é claro, são os cases que aparecem confirmando as teorias e achados sobre esse universo.
Mas, na impossibilidade e indesejabilidade de termos um extenso relato sobre os cases aqui neste espaço, o resumo do resumo do que foi dito seria o seguinte:

- Regra número 1 e mais importante: o mundo virtual já existe. O que será dito abaixo não é futuro, é hoje. Já está acontecendo. Há pencas de casos para ilustrar essa realidade.

- A era da comunicação de massa (um emissor gritando a plenos pulmões para um monte de receptores passivos) está acabando. A audiência está cada vez mais fragmentada e só pode ser alcançada por canais específicos e segmentados e, mais importante….

- … A comunicação será em duas mãos. A nova era é a da conversação.

- O consumidor está no controle. Cada um deles é um potencial produtor de conteúdo sobre as marcas e pode fazer grande estrago na imagem de uma empresa. A principal fonte de informação das pessoas para decisões que envolvem conhecimento (tudo o que não seja questão de gosto pessoal) é a opinião dos amigos (peer to peer).

- Contra essa ameaça, a solução é o poder da comunidade. Uma pessoa falando mal não é nada, se há uma multidão engajada em sua proposta pronta a defender sua marca. Por isso, ganham importância os…

- Valores de uma empresa - é cada vez mais importante ter uma proposta que crie valor para os diversos públicos. O risco é que essa proposta será permanentemente checada, ou seja…

- Sua honestidade e sua transparência estarão sendo postas à prova o tempo todo. Nesse cenário, ganha valor o processo, isto é, mostrar-se em evolução e interessado em resolver os problemas apontados.

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